Rico em sabor, tradição e nutrientes, o pequi (Caryocar brasiliense) se destaca entre os frutos nativos do Cerrado brasileiro analisados em um recente estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Publicado no Brazilian Journal of Food Technology, o levantamento avaliou a composição nutricional de sete espécies nativas, com foco na contribuição que podem oferecer à alimentação humana — e o pequi aparece como um dos principais destaques.
Apelidado de “ouro do Cerrado”, o pequi é amplamente utilizado em preparações culinárias típicas, como a galinhada e o arroz com pequi, além de servir como base para licores, doces, conservas e óleos. Sua polpa amarela e aromática é rica em carotenoides, compostos antioxidantes que ajudam a combater os radicais livres e proteger as células do corpo. O fruto também se destaca por conter gorduras benéficas, que auxiliam na saúde cardiovascular.
Outro aspecto relevante é o valor simbólico e cultural do pequi. Muito consumido em estados como Goiás, Minas Gerais e Tocantins, ele representa um elo entre a culinária regional e a biodiversidade brasileira. Apesar do sabor marcante, seu consumo exige cuidado: o caroço é recoberto por espinhos finos que podem causar ferimentos.
O estudo sugere que a valorização do pequi e de outros frutos do Cerrado pode contribuir para diversificar a dieta do brasileiro, aumentar a oferta de nutrientes e promover práticas sustentáveis. Os pesquisadores destacam ainda que novas análises serão feitas para mensurar o teor de micronutrientes e compostos bioativos, reforçando o potencial nutricional do fruto.
A iniciativa também levanta um alerta para a necessidade de preservar o Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do país, e propõe que espécies nativas como o pequi sejam integradas a políticas públicas de alimentação, saúde e conservação ambiental.
Leia também: PPA Anápolis investe em segurança hídrica e preservação do Cerrado











