A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 16 de dezembro, a Operação Regional Proteção Integral, com o objetivo de combater crimes relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes praticados por meio da internet no estado de Goiás. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão nos municípios de Ipameri, Campo Limpo e Anápolis.
Durante a execução dos mandados judiciais, os agentes federais realizaram três prisões em flagrante pelo crime de armazenamento de imagens contendo abuso sexual infantojuvenil. O material apreendido será analisado e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis, no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.
A corporação esclarece que, embora o termo “pornografia” ainda seja utilizado na legislação brasileira, conforme previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), a comunidade internacional tem adotado uma terminologia mais precisa para esse tipo de crime. O entendimento predominante é que expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes” representam de forma mais adequada a gravidade das condutas e o impacto causado às vítimas.
De acordo com a definição legal, esses crimes envolvem qualquer situação que exponha crianças ou adolescentes a atividades sexuais explícitas, reais ou simuladas, bem como a exibição de órgãos genitais com finalidade sexual. A Polícia Federal destaca que se tratam de delitos de extrema gravidade, com consequências profundas e duradouras para o desenvolvimento físico, psicológico e social das vítimas.
Além das ações repressivas, a Polícia Federal reforça a importância da prevenção e da atuação conjunta da sociedade no enfrentamento desse tipo de crime. Pais e responsáveis são orientados a acompanhar de forma mais próxima a rotina digital de crianças e adolescentes, promovendo diálogo aberto sobre os riscos presentes no ambiente virtual e físico.
A instituição alerta que mudanças repentinas de comportamento, como isolamento excessivo, alteração de hábitos ou sigilo incomum no uso de celulares e computadores, podem indicar situações de risco. O monitoramento responsável, aliado à orientação sobre o uso seguro de redes sociais, jogos online e aplicativos, é apontado como uma medida essencial para a proteção de crianças e adolescentes.
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