A Polícia Civil de Goiás autuou em flagrante um gerente e um funcionário de uma clínica de reabilitação particular em Abadia de Goiás, nesta terça-feira (10). Eles são investigados por manter internos contra a própria vontade, sem respaldo médico ou judicial. A ação foi deflagrada após um dos internos denunciar que havia sido sequestrado, agredido e levado ao local sem consentimento.
Com base no relato, a polícia solicitou mandado de busca e apreensão ao Judiciário e cumpriu a ordem na clínica, com apoio da vigilância sanitária municipal e da Secretaria de Assistência Social. No local, foi constatado que os pacientes estavam internados de forma irregular, sem autorização ou documentação legal.
Segundo o delegado André Veloso, responsável pela investigação, a clínica funcionava sem critérios técnicos para internação. Ele destacou que a prática ocorria de forma sistemática: famílias pagavam pelo serviço e, sem checar se a pessoa era dependente químico ou se havia indicação de internação compulsória, os monitores simplesmente recolhiam os indivíduos.
Além do flagrante por sequestro e maus-tratos, a vigilância sanitária interditou a clínica, proibindo o recebimento de novos pacientes. Todos os internos foram encaminhados para acompanhamento da rede de assistência social, que dará suporte às famílias.
A Polícia Civil reforça que investigações continuam para apurar a extensão das irregularidades. O caso em Abadia de Goiás também chama atenção para a necessidade de fiscalização rigorosa em clínicas de reabilitação, garantindo que internações ocorram apenas com respaldo médico e dentro da legalidade.








