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Dos 15 postos em Goiás que podem ter ligação com PCC, um fica perto de Anápolis; saiba qual

Posto em Abadiânia aparece em investigação da Operação Carbono Oculto, que apura rede de lavagem de dinheiro ligada à facção criminosa


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/10/2025 - 16:26

Desde dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram reduzidos em R$ 0,50 / litro
(Foto: Reprodução)

Um dos 15 postos de combustíveis localizados em Goiás e citados em investigações que podem estar envolvidos com o PCC, da Operação Carbono Oculto, do Ministério Público e da Polícia Federal, está situado em Abadiânia, município a cerca de 60 quilômetros de Anápolis. O estabelecimento é o Postos Abadiânia Planalmira Combustíveis Ltda, de bandeira branca, localizado na Rua 38, Quadra 128, Lote 06, no setor Planalmira.

A operação, considerada uma das maiores já realizadas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), apura um vasto esquema de lavagem de dinheiro por meio de redes de postos e empresas do setor de combustíveis. Segundo as investigações, o grupo usava esses estabelecimentos para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas e outras atividades criminosas.

De acordo com a decisão judicial que embasa a operação, Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Mourad — apontado como o principal articulador financeiro do esquema —, é citado como figura central no controle de parte das empresas suspeitas. A defesa de Mourad não se manifestou até o momento.

Em todo o país, a Operação Carbono Oculto atingiu 251 postos de combustíveis em quatro estados, sendo 233 em São Paulo, 15 em Goiás, 2 no Paraná e 1 em Minas Gerais. Embora o Ministério Público mantenha sob sigilo a lista completa de empresas formalmente investigadas, a presença de um posto na região de Abadiânia, próxima a Anápolis e ao eixo BR-060, levanta preocupações sobre o avanço das estruturas financeiras do crime organizado pelo Centro-Oeste.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que os elementos colhidos poderão embasar processos administrativos, que podem resultar na suspensão de autorizações de funcionamento dos postos envolvidos. Enquanto isso, as investigações seguem em sigilo, com foco na identificação dos reais beneficiários do esquema e na origem dos recursos movimentados.