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Saiba quais são os itens que mais variam de preço entre supermercados de Anápolis

Anapolinos enfrentam diferenças de preços de até 243% em produtos essenciais da cesta básica


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/01/2026 - 08:37

Aplicativo
Preço alto e diferença enorme entre supermercados reforçam a importância de pesquisar antes de comprar comida e itens de uso diário. (Imagem: Reprodução)

Uma pesquisa comparativa de preços realizada pelo Procon Anápolis entre os dias 5 e 7 de janeiro revela que moradores da cidade enfrentam diferenças de preços de até 243% em produtos essenciais da cesta básica vendidos em supermercados — um alerta para o impacto direto no orçamento das famílias.

O levantamento abrangeu 23 itens de consumo diário, incluindo alimentos, produtos de higiene e itens como carne, batata, tomate e sabão em pó, em seis supermercados da cidade: Pérola, Floresta, Di Casa, do Povo, Super Vi e Atacadão.

Sabão em pó lidera diferenças entre supermercados

O produto com a maior variação de preço foi o sabão em pó, encontrado por valores entre R$ 3,79 e R$ 12,99 — uma diferença de 243% entre o menor e o maior valor pesquisados.

Outros itens que chamaram atenção pela discrepância foram:

  • Batata inglesa: variação de 135% entre estabelecimentos;
  • Tomate: preço que pode dobrar de um supermercado para outro;
  • Água sanitária: diferença de 95%.

Essas oscilações reforçam a necessidade de pesquisas antes das compras, principalmente em um momento em que a renda das famílias está pressionada pela inflação e pelo custo de vida.

Cesta básica consome quase 40% do salário mínimo

Outro dado importante da pesquisa é o impacto da alimentação no orçamento familiar. Um adulto que recebe um salário mínimo de R$ 1.621,00 compromete, em média, R$ 623,35 por mês apenas com a cesta básica — isso representa 38,4% da renda mensal dedicada à alimentação essencial.

Procon orienta consumidor

O Procon Anápolis chama a atenção da população para alguns cuidados na hora de fazer as compras:

  • comparar preço, quantidade, peso e características dos produtos antes de escolher onde comprar;
  • ficar atento a práticas como a reduflação — quando o produto diminui de quantidade, mas o preço não cai;
  • denunciar situações de irregularidade.

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