A influenciadora anapolina Scarlett Soulcharo, de 22 anos, repercutiu nas redes sociais após divulgar um vídeo no TikTok em que lista pontos negativos de Anápolis, na região central de Goiás. Na gravação, a criadora de conteúdo comenta a escassez de opções de lazer e relata que o custo de deslocamento por aplicativos de transporte na cidade seria mais alto do que viagens para municípios vizinhos.
Ao comparar valores de corridas, Scarlett afirma já ter pago mais de R$ 50 em deslocamentos dentro de Anápolis — valor que, segundo ela, seria suficiente para ir até Goiânia e aproveitar atividades de entretenimento na capital. Quanto ao lazer local, a influenciadora reconhece que a cidade oferece restaurantes, shopping e cinema, mas considera que, para os moradores, as alternativas acabam se tornando repetitivas.
Com mais de 143 mil seguidores no TikTok, Scarlett disse não esperar tamanha repercussão. Segundo a jovem, muitas pessoas relataram se identificar com suas observações, enquanto outras reforçaram críticas, classificando Anápolis como “entediante” ou com poucas opções de diversão. Em contrapartida, os principais ataques vieram do Instagram, onde parte dos internautas contestou os valores citados ou sugeriu que ela deixasse a cidade. A influenciadora, que também atua como modelo e esteticista, respondeu aos comentários com ironia em um vídeo onde aparece arrumando uma mala.
Nascida em Brasília, Scarlett vive em Anápolis há cerca de seis anos, período em que afirma ter percebido a sensibilidade do público local a críticas. Ela explicou que sua referência ao comportamento “problemático” dos moradores foi inspirada em uma fala da influenciadora Ismeiow, em situação semelhante. Segundo Scarlett, a reação dos haters confirma a dificuldade de parte da população em lidar com opiniões divergentes.
Apesar das queixas apresentadas, Scarlett também destacou aspectos positivos da cidade. A influenciadora elogiou a culinária anapolina, que considera singular, além de ressaltar que o município é acolhedor e oferece boas oportunidades a quem chega em busca de trabalho. Para ela, apontar defeitos não significa rejeitar a cidade como um todo, mas expressar percepções pessoais sobre o cotidiano local.











