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Trump ameaça vice-presidente da Venezuela e diz que ela pode pagar “preço maior” que Maduro

Declaração foi feita em entrevista e aumenta a tensão diplomática entre Estados Unidos e Venezuela


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/01/2026 - 07:40

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a intensificar suas declarações sobre a crise política na Venezuela ao afirmar que a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, pode “pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Nicolás Maduro”, caso não atenda às exigências de Washington.

Em entrevista à revista The Atlantic neste domingo (4), Trump disse que sua mensagem à líder venezuelana foi clara: se ela não “fizer o que é certo”, enfrentará consequências severas, possivelmente piores do que as sofridas pelo próprio Maduro. A declaração foi feita após a prisão do ex-presidente venezuelano e sua esposa durante uma operação militar liderada pelos Estados Unidos na capital Caracas.

A detenção de Nicolás Maduro marcou um ponto alto na intervenção norte-americana, que tem sido criticada por governos e organizações internacionais por possível violação de soberania e direito internacional. Na entrevista, Trump defendeu a ação como necessária para promover uma mudança de regime e “reconstruir o país”, afirmando que a situação atual da Venezuela não poderia piorar.

Delcy Rodríguez, que foi designada presidente interina pela Suprema Corte venezuelana após a captura de Maduro, afirmou anteriormente que defenderia os recursos naturais do país e se opôs à intervenção externa, descrevendo Maduro como o legítimo presidente. Sua postura pública de resistência teria motivado a resposta mais dura de Trump.

Além das ameaças à vice-presidente, o presidente norte-americano também fez comentários sobre outras possíveis ações na região e voltou a mencionar a necessidade estratégica da Groenlândia para a defesa dos Estados Unidos.

A situação segue sob forte tensão diplomática e política, com líderes venezuelanos e aliados internacionais condenando as ações dos EUA e destacando riscos à ordem e à soberania regional.

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