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Tsunami atinge Pacífico após terremoto de 8,8 na Rússia; Saiba os impactos e regiões afetadas

Rússia, Japão, Havaí e Califórnia registram ondas do tsunami; terremoto é o mais forte desde 2011 e gera alerta global em países do Pacífico


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 30/07/2025 - 14:16

Foto: Reprodução/ redes sociais fes.br
Ondas chegaram a 5 metros. Foto: Reprodução/ redes sociais fes.br

Um terremoto de magnitude 8,8 sacudiu o extremo leste da Rússia na noite desta terça-feira (29), horário de Brasília, e gerou alerta de tsunami em dezenas de países banhados pelo Oceano Pacífico. O epicentro ocorreu no mar, a cerca de 119 km da cidade de Petropavlovsk-Kamchatsky, na península de Kamchatka. Segundo autoridades russas, este foi o sismo mais forte na região desde 1952. A força do tremor provocou evacuações em massa, interrupções no transporte aéreo e pânico entre moradores.

Logo após o terremoto, ondas do tsunami começaram a atingir áreas costeiras da Rússia, Japão, Havaí e Califórnia. Na Rússia, a cidade de Severo-Kurilsk foi uma das mais afetadas, com ondas que ultrapassaram 5 metros e invadiram portos, usinas e arrastaram embarcações. O Japão, ainda marcado pela tragédia de 2011, emitiu ordens de evacuação para quase dois milhões de pessoas. Sirenes também soaram em Honolulu, capital do Havaí, onde ondas chegaram a quase 2 metros.

Nos Estados Unidos, estados da Costa Oeste, como Califórnia, Oregon e Alasca, ativaram sistemas de emergência. Ainda que ondas menores tenham sido registradas, voos foram suspensos e moradores alertados a buscar terrenos mais altos. Países da América Latina, como Chile, Peru, Equador e Colômbia, também acionaram protocolos de evacuação, prevendo possíveis impactos do tsunami gerado no Pacífico.

Apesar da intensidade do fenômeno, os danos materiais foram moderados e, até o momento, não há registro de vítimas fatais. Especialistas explicam que os impactos das ondas podem variar de acordo com a geografia local, o que mantém o nível de alerta elevado. A recomendação global permanece: evitar áreas costeiras e acompanhar atualizações das autoridades locais.

O terremoto também desencadeou erupções vulcânicas na região de Kamchatka, que faz parte do Cinturão de Fogo do Pacífico, área conhecida pela alta atividade sísmica. Com dezenas de réplicas já registradas, a preocupação com novos tremores e efeitos secundários ainda é alta. Enquanto isso, governos mantêm operações de emergência ativas para proteger as populações mais vulneráveis.