A Universidade Federal de Goiás (UFG) vem se destacando no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis para a aviação, apostando em rotas como hidrogênio verde e biomassa. Um dos destaques é o laboratório GO H2, criado em parceria com a GIZ (agência alemã), que conta com aporte de aproximadamente R$ 4 milhões para transformar resíduos agroindustriais em petróleo sintético destinado ao SAF (Sustainable Aviation Fuel).
O programa faz parte de colaborações internacionais como o H2Brasil e o ProQR, que unem MCTI e MME junto à GIZ para investir em tecnologias “Power‑to‑Liquid” ‒ que convertem hidrogênio renovável e syngas em combustível. Segundo a UFG, o processo de gaseificação de biomassa gera hidrogênio verde, posteriormente combinado via Síntese de Fischer‑Tropsch para produzir óleo cru sintético, base para querosene de aviação.
As perspectivas são promissoras: estudos mostram que o uso de SAF pode reduzir emissões de carbono em cerca de 50 %, especialmente quando produzido a partir de óleo microbiano de resíduos de cana‑de‑açúcar. No CNPEM, a pesquisa aponta que essa rota poderia cobrir a demanda nacional sem prejudicar culturas alimentares, substituindo áreas de pastagens degradadas.
Goiás já visa tornar-se referência nacional na produção do combustível sustentável, explorando insumos como cana‑de‑açúcar, milho, óleo usado e sebo bovino. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC-GO) e pela FIEG, fortalecendo políticas públicas e diálogo com o futuro Parque Tecnológico de Anápolis. Como apontado por pesquisadores da UFG, unidos à Rede Brasileira de Bioquerosene (RBQAV), essas matérias-primas abundantes no estado colocam Goiás em posição estratégica.
Há ainda iniciativas piloto relevantes, como a planta da Itaipu Binacional no Paraná, que transforma biogás em bio-syncrude com apoio governamental e financiamento alemão — reforçando o pioneirismo nacional no setor.
Em resumo, ainda que não haja registro oficial sobre combustível à base de isopor, sacolas plásticas ou rejeitos de barragem produzido pela UFG, o que está comprovado é a pesquisa robusta voltada à produção de SAF por rotas limpas — com tecnologias reconhecidas, reduções de CO₂ relevantes, e viés científico validado. Esse projeto é parte de um esforço global para tornar a aviação mais sustentável, tecnológico e menos dependente de combustíveis fósseis.
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