Uma jovem de 23 anos, identificada como Larissa Cristina Nunes da Silva, foi encontrada morta na madrugada desta terça-feira (5) em uma boate de Anápolis chamada “Amor Real”, localizada no setor Calixtolândia I Etapa. De acordo com a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constatou o óbito no local após a vítima sofrer uma agressão fatal.
A PM foi acionada por volta das 3h09 e, ao chegar ao estabelecimento, encontrou a equipe do SAMU prestando atendimento, mas Larissa já não resistiu aos ferimentos. Testemunhas relataram que um homem de 40 anos pode ser o autor do crime, mas as motivações ainda não foram esclarecidas. O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil está coletando provas e ouvindo testemunhas para apurar as circunstâncias do assassinato.
O caso ocorre em um momento em que o Brasil registra números alarmantes de feminicídios e agressões contra mulheres. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que, em 2023, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no país. Além disso, o Ligue 180, canal de denúncias de violência contra a mulher, recebeu mais de 150 mil registros no primeiro semestre de 2024, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A delegada responsável pelo caso na boate de Anápolis afirmou que todas as linhas de investigação estão sendo seguidas, incluindo a possibilidade de crime passional. “Estamos analisando câmeras e depoimentos para identificar o suspeito e os motivos do crime”, disse. Enquanto isso, organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para coibir a violência de gênero.
Se você souber de casos de violência contra mulheres, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). O anonimato é garantido.
O caso de Larissa ainda está sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas em breve.











