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Veja o que se sabe da morte de jovem de 23 anos em boate de Anápolis

Suspeito de 40 anos está sendo investigado em mais um caso que reforça alarme sobre violência contra mulheres no Brasil


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/08/2025 - 15:11

morte de jovem em boate de anápolis
Crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (5). (Foto: Reprodução/Google)

Uma jovem de 23 anos, identificada como Larissa Cristina Nunes da Silva, foi encontrada morta na madrugada desta terça-feira (5) em uma boate de Anápolis chamada “Amor Real”, localizada no setor Calixtolândia I Etapa. De acordo com a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) constatou o óbito no local após a vítima sofrer uma agressão fatal.

A PM foi acionada por volta das 3h09 e, ao chegar ao estabelecimento, encontrou a equipe do SAMU prestando atendimento, mas Larissa já não resistiu aos ferimentos. Testemunhas relataram que um homem de 40 anos pode ser o autor do crime, mas as motivações ainda não foram esclarecidas. O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil está coletando provas e ouvindo testemunhas para apurar as circunstâncias do assassinato.

O caso ocorre em um momento em que o Brasil registra números alarmantes de feminicídios e agressões contra mulheres. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostram que, em 2023, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no país. Além disso, o Ligue 180, canal de denúncias de violência contra a mulher, recebeu mais de 150 mil registros no primeiro semestre de 2024, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A delegada responsável pelo caso na boate de Anápolis afirmou que todas as linhas de investigação estão sendo seguidas, incluindo a possibilidade de crime passional. “Estamos analisando câmeras e depoimentos para identificar o suspeito e os motivos do crime”, disse. Enquanto isso, organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para coibir a violência de gênero.

Se você souber de casos de violência contra mulheres, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou 190 (Polícia Militar). O anonimato é garantido.

O caso de Larissa ainda está sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas em breve.