Na sessão plenária da Câmara Municipal de Anápolis da última segunda-feira, dia 18 de agosto, o vereador João da Luz (Cidadania) apresentou uma Moção de Apelo ao governo estadual solicitando a criação de um fundo financeiro voltado ao custeio da participação de estudantes da rede estadual de ensino em eventos científicos fora do estado. O pedido veio à tona após o parlamentar ser procurado por seis alunas do Centro de Ensino em Período Integral Gomes de Souza Ramos, que desenvolveram aplicativos voltados à acessibilidade e à saúde mental, com foco em pessoas cegas e mães com depressão pós-parto.
As estudantes foram selecionadas para apresentar seus projetos na FEBIC — Feira Brasileira de Ciências e Engenharia — que ocorrerá entre os dias 8 e 12 de setembro, no Ágora Tech Park, em Joinville (SC). Porém, a realidade que enfrentam é de incerteza e silêncio por parte dos mesmos que, publicamente, disseram querer ajudar.
Desde a fala do vereador, a reportagem do Tribuna de Anápolis vem tentando contato com João da Luz e com a diretora da escola, Cleide Thatiane Ribeiro, buscando informações sobre a situação das alunas e de que forma a sociedade poderia colaborar com a viagem, seja por meio de doações, apoio institucional ou divulgação dos projetos. Contudo, até o fechamento desta matéria, nenhum retorno foi dado por parte dos envolvidos.
A falta de resposta contrasta com o discurso público do vereador, que afirmou: “Vale a pena incentivar e motivar essas pessoas a estarem criando”. Na prática, no entanto, a ausência de informações pode comprometer justamente o que ele disse querer apoiar: a participação ativa da juventude em iniciativas transformadoras. Enquanto o tempo corre e a data da FEBIC se aproxima, a reportagem continua sem informações sobre se os estudantes de Anápolis conseguirão representar Goiás e mostrar ao Brasil o potencial da ciência feita nas escolas públicas.
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