A Polícia Civil e a Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Anápolis prenderam quatro pessoas envolvidas no assassinato de Larissa Cristina Nunes da Silva, de 23 anos, brutalmente espancada até a morte dentro da boate Amor Real, no setor Calixtolândia, na madrugada da última terça-feira (5). As investigações revelaram que o crime foi premeditado, envolveu tentativa de ocultação de provas e foi cometido com uso de extrema violência.
Entre os presos está Gleison Cortes dos Santos, apontado como o mandante do crime. Segundo a polícia, ele confessou ter ordenado o ataque sob a justificativa de que Larissa estaria ameaçando sua esposa. Para executar a agressão, Gleison contratou Tainara Santos Silva e Alícia Moisés de Godói, oferecendo bebidas alcoólicas como forma de pagamento. Ele mesmo teria transportado as agressoras até a boate, desligado as câmeras de segurança e, após o crime, recolheu o cassetete usado nas agressões e o DVR com as gravações, numa tentativa de ocultar provas.
Apesar da versão de que o objetivo era apenas “dar um susto”, as agressões causaram ferimentos fatais em Larissa. Tainara admitiu ter usado o cassetete contra a vítima, mas negou intenção de matar. A investigação, contudo, aponta para homicídio qualificado, dada a premeditação e a brutalidade da ação. Uma das mulheres, de 23 anos, foi identificada como a principal agressora. A outra, de 28, também participou diretamente do crime. Um quarto indivíduo, responsável por esconder provas, também foi preso.
Durante a operação, a polícia apreendeu celulares, o cassetete utilizado no homicídio e um veículo de luxo. O circuito interno da boate registrou parte da agressão, e as imagens deverão ser analisadas para confirmar os depoimentos dos envolvidos e o grau de participação de cada um.
O caso gerou comoção em Anápolis e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres. Larissa é mais uma vítima em meio a um cenário preocupante: dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que, em 2023, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil. No primeiro semestre de 2024, o canal Ligue 180 registrou mais de 150 mil denúncias de violência contra a mulher.
A boate Amor Real, onde ocorreu o crime, não se manifestou oficialmente. Os advogados dos envolvidos também não apresentaram defesa pública até o momento. A polícia continua reunindo provas e deve concluir o inquérito nos próximos dias. O caso segue sendo tratado como homicídio qualificado, com agravantes por premeditação, participação de grupo e tentativa de destruição de evidências.








