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Márcio Corrêa garante que “não vai aceitar” o aumento do preço das passagens de ônibus; entenda polêmica

Prefeito de Anápolis reage à decisão judicial que abriu espaço para tarifa chegar a R$ 8,19 e promete recorrer


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 29/08/2025 - 08:31

concurso Anápolis Márcio Corrêa garante que não vai aceitar o aumento do preço das passagens de ônibus; entenda polêmica
Em tom firme, Márcio Corrêa criticou a Urban e classificou o serviço oferecido como “péssimo” e disse que vai lutar contra aumento das passagens. (Foto: Divulgação)

A polêmica em torno do transporte coletivo em Anápolis ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira (28), após o prefeito Márcio Corrêa (PL) afirmar de forma categórica que os usuários do sistema não vão pagar mais caro no preço das passagens de ônibus. A fala ocorreu durante vistoria às obras do Anel Viário do Daia, em fase final, com a presença do presidente da Goinfra, Pedro Sales.

O posicionamento do prefeito surge após decisão liminar da Vara da Fazenda Pública Municipal, de Registros Públicos e Ambiental, assinada na última segunda-feira (26) pelo juiz Gabriel Lisboa Silva e Dias Ferreira, que atendeu a pedido da Urban, concessionária responsável pelo serviço, autorizando o reajuste da tarifa para R$ 8,19. A empresa alegou inviabilidade de manter a operação com a tarifa vigente — R$ 6 em dinheiro e R$ 5,25 no cartão.

Em tom firme, Márcio Corrêa criticou a Urban e classificou o serviço oferecido como “péssimo”. “Hoje Anápolis paga o serviço mais caro do Estado e recebe um transporte sucateado, com ônibus velhos e pontos em más condições. Essa conta não vai ficar para o cidadão, não vai ficar para quem usa o transporte público”, declarou.

O prefeito também acusou a concessionária de descumprir cláusulas contratuais, como a renovação da frota — que deveria ter média de quatro a cinco anos de uso, mas hoje ultrapassa nove — e a manutenção de abrigos de ônibus. “Se não quer prestar o serviço, que deixe para quem queira trabalhar. O que não vamos aceitar é o anapolino pagar caro e continuar com um transporte precário”, completou.

A Urban, por sua vez, justifica o pedido de reequilíbrio contratual alegando prejuízo mensal de R$ 2 milhões. Márcio, no entanto, contestou os números. “Eles apresentam planilhas próprias, sem auditoria. Se esse prejuízo existisse há tantos anos, nenhuma empresa se sustentaria”, rebateu.

O diretor jurídico da empresa, Carlos Leão, já havia explicado que os R$ 8,19 não representam o valor a ser pago pelo passageiro, mas o custo contratual por usuário, que poderia ser subsidiado pelo município ou pelo Estado. Ainda assim, o risco de repasse à população não está descartado.

Para evitar isso, a Prefeitura anunciou que ingressará com recurso contra a decisão judicial e não descarta medidas mais drásticas, como o chamamento emergencial de novas empresas para assumir o transporte coletivo em Anápolis. “Quero reafirmar aqui: o preço das passagens não vai aumentar. Custe o que custar, não vamos transferir essa conta para quem mais sofre com o transporte público em Anápolis”, reforçou o prefeito.

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