A partir desta segunda-feira, 1º de setembro de 2025, os planos de saúde no Brasil estão obrigados a disponibilizar o Implanon, um dos métodos contraceptivos mais modernos e eficazes do mercado. O dispositivo, que custa até R$ 4 mil na rede particular, é um pequeno bastão de cerca de 4 centímetros, semelhante a um palito de fósforo, que é inserido sob a pele do braço da mulher.
Feito de material flexível e quase imperceptível ao toque, o Implanon libera gradualmente o hormônio etonogestrel, responsável por inibir a ovulação e, assim, prevenir a gravidez. Sua eficácia é considerada uma das mais altas entre os métodos contraceptivos existentes, com índice superior a 99%. Uma das principais vantagens é a durabilidade: o implante pode permanecer ativo por até três anos, sem necessidade de manutenção ou troca frequente.
Mais acesso e menos custo
Até então, o preço elevado do dispositivo era um dos principais entraves para quem desejava utilizar o método. Na rede privada, os valores variavam entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, o que restringia o acesso a uma pequena parcela da população. Com a inclusão do Implanon na cobertura dos planos de saúde, esse cenário começa a mudar, permitindo que milhares de mulheres tenham a oportunidade de optar por um método seguro, prático e de longa duração, sem arcar sozinhas com o custo elevado.
Complemento ao SUS
A iniciativa dos planos de saúde se soma a uma política já em curso no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou que pretende distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades do implante até 2026, em um investimento de R$ 245 milhões. Dessa forma, tanto a rede pública quanto a privada ampliam as opções de planejamento reprodutivo no país, o que representa um avanço importante para a saúde da mulher.
Segurança e autonomia feminina
O Implanon é indicado para mulheres que desejam evitar uma gravidez de forma prolongada, sem precisar recorrer a métodos de uso contínuo, como pílulas anticoncepcionais, adesivos ou injeções. Por não depender da lembrança diária ou mensal, reduz significativamente o risco de falhas associadas ao esquecimento. Além disso, o procedimento para a colocação é simples, feito em consultório médico, e leva apenas alguns minutos.
Especialistas em saúde reprodutiva destacam que a chegada do Implanon aos planos de saúde não significa apenas mais uma opção de contracepção, mas também um passo relevante em direção à autonomia feminina, permitindo que cada mulher escolha o método que melhor se adapta ao seu estilo de vida e às suas necessidades.











