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Vereador critica uso da bandeira dos Estados Unidos nas comemorações pelo Dia da Independência

Parlamentar lamenta a adoção de símbolos estrangeiros e defende a valorização da soberania e cultura brasileiras; repercussões nacionais também questionam o protagonismo de trajes e bandeiras de outras nações


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 08/09/2025 - 11:12

Vereador critíca uso da bandeira dos Estados Unidos nas comemorações pelo Dia da Independência
(Foto: Reprodução)

Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Anápolis realizada na segunda-feira (8), o vereador Jakson Charles (PSB) expressou insatisfação com a presença de símbolos estrangeiros nas comemorações do Dia da Independência. “Me entristece parte do povo brasileiro desmerecer e não conseguir enxergar o tamanho da importância da nossa independência e da bandeira brasileira. O Brasil é um país livre e soberano e não depende de bandeira de nenhum outro país para se sustentar”, afirmou o parlamentar, ao destacar o episódio de 7 de setembro marcado pela presença de bandeiras norte-americanas nas ruas.

O vereador disse ter se sentido magoado ao observar símbolos como a bandeira dos Estados Unidos sendo utilizados como se fossem mais importantes para nós do que os próprios símbolos nacionais. “Nós brasileiros, um povo que teve a sua independência proclamada, temos que tomar cuidado para não desqualificarmos e não sermos usados por aqueles que nos usam”, completou. Jakson Charles também criticou o uso frequente de termos em inglês: “Estamos desvalorizando e desmerecendo até a nossa maior cultura, que é a língua portuguesa… não podemos nos tornar apêndices de países que não querem o nosso bem”.

O discurso reflete uma reação que ganhou eco em outras esferas no país. No sábado (6), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, repudiou veementemente a manifestação de apoiadores bolsonaristas que estenderam uma bandeira enorme dos Estados Unidos na Avenida Paulista no dia 7 de setembro, ao chamar o gesto de “inacreditável” e afirmar que “quem defende a bandeira norte-americana não tem autoridade para ir às ruas no dia 7 de Setembro”.

Além disso, em Belo Horizonte, houve registro de apoiadores de Trump e Israel empunhando bandeiras estrangeiras durante os atos na Praça da Liberdade, com cartazes em inglês e alusões a figuras internacionais. Esses episódios reforçam o alerta levantado por Jakson Charles sobre a apropriação de símbolos que deveriam refletir unicamente o sentimento de brasilidade.

Especialistas em cultura política também já analisaram os riscos de que símbolos nacionais se tornem identificadores partidarizados. Conforme o cientista político citado pelo Correio Braziliense, “quando símbolos pátrios passam a ser identificados apenas com uma parcela, sua força se enfraquece” — processo que pode corroer o caráter universal da bandeira e do 7 de Setembro.

Em síntese, a fala do vereador reforça uma preocupação crescente: celebrar a independência do Brasil com lealdade à própria pátria, preservando o uso de símbolos nacionais e resistindo à influência simbólica de potências estrangeiras. A data, que deveria unir a nação em sua soberania, ganha agora o desafio de resgatar o respeito à identidade brasileira — no linguajar, na iconografia e na alma cidadã.

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