Skip to content

Prefeitura estuda usar recursos da Área Azul para subsidiar transporte coletivo em Anápolis

Sistema vive crise financeira, vereadores articulam CEI e discussão sobre tarifa zero volta ao debate


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 15/09/2025 - 14:49

Câmara impõe prazo e exige plano de melhorias para transporte coletivo em Anápolis
(Foto: Reprodução)

O prefeito Márcio Corrêa (PL) admitiu que parte dos recursos arrecadados com a futura implantação da Área Azul, sistema de estacionamento rotativo no Centro de Anápolis, poderá ser destinada para subsidiar o transporte coletivo da cidade. Segundo ele, durante entrevista à Rádio São Francisco, a medida é uma alternativa para reduzir o déficit mensal de cerca de R$ 3 milhões e, ao mesmo tempo, buscar a melhoria da qualidade do serviço prestado.

A proposta de criar a Área Azul remonta a 2021, quando foi apresentada pela Agência Reguladora do Município (ARM). A expectativa é que, além de organizar o trânsito e aumentar o giro no comércio central, o projeto contribua financeiramente com o transporte coletivo. Corrêa destacou ainda negociações com o Governo de Goiás para garantir a isenção do ICMS sobre o diesel, o que representaria economia de aproximadamente R$ 400 mil mensais. Outra frente é o custeio integral do Passe Livre Estudantil, hoje bancado em 50% pelo Estado e 50% pela concessionária.

No entanto, o debate sobre o transporte coletivo não se resume à busca por subsídios. A situação do sistema, operado pela Urban, gerou forte reação política nos últimos dias. A Justiça reconheceu a chamada tarifa técnica em R$ 8,19 por passageiro, mas a tarifa pública segue em R$ 5,25 no bilhete antecipado e R$ 6,00 no embarque. A diferença deveria ser coberta pela Prefeitura, algo que não vem ocorrendo de forma integral, segundo a empresa.

Na Câmara Municipal, cresce a mobilização por uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar descumprimentos contratuais da Urban, como a entrega anual de pontos de ônibus e a renovação gradativa da frota. Audiência pública realizada na última sexta-feira (5) determinou que ARM e Urban apresentem até 30 de setembro um plano de melhorias. Enquanto isso, vereadores discutem alternativas como a Tarifa Zero, financiada com novas fontes de receita, e maior apoio do governo federal para custear gratuidades. O Executivo aprovou um aporte emergencial de R$ 687,9 mil para recompor salários dos trabalhadores, mas a medida é considerada paliativa.