O Ministério da Saúde anuncia, nesta quinta-feira (18/9), a instituição de uma nova Linha de Cuidado para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, simultaneamente, a expansão de serviços de atendimento especializado em Goiás, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. O superintendente estadual Lucas Vasconcellos fará o anúncio em Anápolis, enquanto, de Brasília, o ministro da Saúde Alexandre Padilha lança oficialmente o documento que orienta diagnóstico, assistência e encaminhamento dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
A nova Linha de Cuidado para o TEA foi elaborada pelas secretarias de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Atenção Especializada (SAES), com apoio de especialistas nacionais e internacionais. Ela define fluxos de atendimento desde a atenção básica — onde se faz rastreio e identificação precoce de sinais — até os serviços hospitalares e de reabilitação, contemplando a articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Em Goiás, a medida significa que haverá ampliação do número de unidades que oferecem atendimento a pessoas com deficiência, com foco em TEA, com melhorias no diagnóstico, no encaminhamento e no cuidado multiprofissional. A implantação será estendida a 18 estados mais o Distrito Federal, o que aponta para uma mudança estrutural no modo como o SUS atuará com pacientes com autismo.
O programa Agora Tem Especialistas já vinha operando em Goiás com resultados concretos: segundo dados da SES-GO, foram realizados mais de 5.400 procedimentos em 31 unidades estaduais, incluindo consultas, exames e atendimentos ambulatoriais especializados. O desafio agora é fazer com que os serviços relacionados ao TEA sejam inseridos nestes fluxos, com capacitação de profissionais, integração entre níveis de atenção à saúde, reabilitação e cuidado contínuo.
Pontos-chave do documento de Linha de Cuidado incluem:
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Detecção precoce de risco de TEA em crianças, com monitoramento desde a atenção básica;
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Orientações para diagnóstico definitivo e manejo terapêutico nas diversas fases de vida;
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Encaminhamento estruturado entre UBS, CAPS, centros de reabilitação, ambulatórios especializados e serviços hospitalares;
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Apoio à família/cuidadores, ações de reabilitação multiprofissional e promoção de qualidade de vida;
Especialistas apontam que essas diretrizes podem reduzir tempo de espera, melhorar o acesso e uniformizar os cuidados em todo o país, especialmente em regiões com poucos recursos ou infraestrutura limitada. A expectativa é que, com a expansão nos estados, pacientes com TEA tenham um atendimento mais rápido, com menor deslocamento e maior proximidade dos serviços.
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