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Justiça considera inimputável mulher que matou motorista da Urban em Anápolis

Com a decisão, a ré será internada compulsoriamente em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 26/09/2025 - 07:16

motorista Urban incendiado
O crime aconteceu em 2021. Rosimeire jogou álcool sobre o motorista e ateou fogo. (Imagem: Reprodução)

O julgamento de Rosimeire Araújo Lima, responsável pelo atentado que resultou na morte do motorista da Urban, Wallison Barboza dos Santos, em setembro de 2021, foi concluído nesta quinta-feira (25) no Fórum de Anápolis. O Tribunal do Júri decidiu que a acusada é inimputável, ou seja, não possui condições de responder criminalmente pelo ato em razão de transtornos mentais.

Com a decisão, a ré será internada compulsoriamente em um hospital psiquiátrico por tempo indeterminado. O período de tratamento só será encerrado caso laudos médicos indiquem que ela está apta a retornar ao convívio social.

O crime

O episódio ocorreu de forma repentina dentro de um ônibus coletivo. Rosimeire jogou álcool sobre o motorista da Urban e ateou fogo. Preso pelo cinto de segurança, Wallison sofreu queimaduras em 83% do corpo. Ele chegou a ser socorrido e hospitalizado, mas não resistiu e morreu 11 dias depois.

O caso causou comoção em toda a cidade, mobilizando familiares, colegas de trabalho e usuários do transporte público, que acompanharam de perto a investigação e o julgamento.

O julgamento

Presidido pela juíza Nathália Bueno, o julgamento contou com a presença de familiares e amigos da vítima, que ouviram atentos os argumentos da acusação e da defesa. O promotor Eliseu Belo explicou que a autora do crime sofria de um surto psicótico com delírio persecutório, acreditando que Wallison a ridicularizava.

Diante desse quadro, a defesa pediu a absolvição imprópria, medida que não isenta a ré de responsabilização, mas substitui a pena por tratamento psiquiátrico. O Tribunal do Júri, composto por quatro homens e duas mulheres, acolheu a argumentação, caracterizando um julgamento atípico, já que casos de inimputabilidade geralmente não chegam a esta etapa.

Repercussão

Em um gesto simbólico de humanidade e dor compartilhada, as mães da vítima e da acusada se abraçaram ao final da leitura da sentença, emocionando os presentes.

Com a decisão, Rosimeire permanecerá sob custódia médica até que seja considerada capaz de viver em sociedade, o que dependerá de avaliações técnicas futuras.