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Caiado oferece apoio ao Rio após operação mais letal da história e cobra ação nacional contra o crime organizado

Governador de Goiás viaja ao Rio de Janeiro com outros chefes de Estado para manifestar solidariedade após operação que deixou mais de 130 mortos


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 29/10/2025 - 16:06

Caiado oferece apoio ao Rio após operação mais letal da história e cobra ação nacional contra o crime organizado
(Foto: Reprodução)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), anunciou que viajará ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para prestar apoio ao governo fluminense após a operação policial contra o Comando Vermelho (CV), que se tornou a mais letal da história do estado. A ação, batizada de Operação Contenção, foi realizada na terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense, e mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças de segurança.

Segundo a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, o número de mortos já ultrapassa 130 pessoas, incluindo 128 civis e quatro policiais — dois deles do Bope e dois da Polícia Civil. Imagens feitas na manhã desta quarta-feira (29) mostraram corpos estendidos sob lonas na Praça da Penha, e moradores relataram que mais de 60 cadáveres foram retirados por civis de áreas de mata durante a madrugada.

O balanço oficial do governo fluminense ainda registra 64 mortos e 81 presos, entre eles Thiago do Nascimento Mendes, o “Belão”, apontado como operador financeiro do CV e braço direito do chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”. Durante a ação, a polícia apreendeu 93 fuzis — um número recorde — e enfrentou intensos confrontos armados, com helicópteros, drones, blindados e veículos de demolição em operação.

A Operação Contenção foi resultado de mais de um ano de investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e tinha como objetivo conter a expansão territorial do Comando Vermelho e cumprir 100 mandados de prisão, sendo 30 deles contra membros da facção de outros estados, como o Pará e Goiás. A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) confirmou que quatro foragidos goianos ligados à facção — Éder Alves de Souza, Marcos Vinicius da Silva Lima, Adan Pablo Alves de Oliveira e Rafael Resende Ferreira — foram mortos durante a operação.

Durante videoconferência com os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC) e Mauro Mendes (MT), Caiado defendeu união nacional contra o narcotráfico e disse que “a ação do Comando Vermelho ultrapassa fronteiras e ameaça todo o país”. O governador também criticou o governo federal, acusando o presidente Lula de omissão: “Vivemos um estado de guerra, com o narcotráfico dominando parte do território nacional. Esses ataques devem ser tratados como terrorismo”.

Caiado afirmou que as forças de segurança de Goiás estão à disposição do Rio de Janeiro e que pretende demonstrar, com a visita, solidariedade e apoio irrestrito às forças fluminenses. “Cláudio Castro terá o que precisar. Estamos prontos para ajudar os policiais que enfrentam, na linha de frente, esses criminosos”, declarou o governador, que cumpre agenda em São Paulo antes da viagem.

Leia também: Caiado confirma morte de quatro goianos ligados ao tráfico em operação no Rio de Janeiro