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Ex-secretária de Anápolis é ouvida na CEI da Limpa Gyn

Superintendente da prefeitura de Goiânia, Flávia Ribeiro Dias fala das movimentações de servidores entre cidades onde Quebec Ambiental mantém contratos de coleta e limpeza urbana


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 03/11/2025 - 17:22

Flávia foi questionada sobre possíveis conflitos de interesse, fiscalização do contrato, pesagem de resíduos e critérios de supervisão dos serviços de limpeza urbana. Foto: reprodução.

A ex-secretária de Obras, Meio Ambiente e Serviços Urbanos de Anápolis, entre janeiro de 2022 e maio de 2023, Flávia Ribeiro Dias, foi ouvida, nesta sexta-feira (31/10), na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Goiânia, que investiga os contratos e serviços do Consórcio Limpa Gyn com a prefeitura de Goiânia. Ela ocupa o cargo de superintendente de Obras e Serviços de Infraestrutura Urbana de Goiânia e é servidora da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra).

A CEI investiga possíveis irregularidades no contrato de R$ 470,3 milhões firmado entre a prefeitura de Goiânia e o consórcio liderado pela empresa Quebec Ambiental. A empresa possuía contrato emergencial com o município, prorrogado várias vezes desde 2020, e que coincidiram com o período em que Flávia ocupa o cargo na Superintendência de Obras e Serviços da Seinfra, em Goiânia, responsável por acompanhar a execução do contrato do Consórcio Limpa Gyn.

Um dos focos da CEI, é analisar as movimentações de servidores entre Goiânia e Anápolis, cidades onde Quebec Ambiental mantém contratos públicos de coleta e limpeza urbana. A apuração dos vínculos foi levantada pela vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSDB), que é vice-presidente da comissão, a partir da análise de documentos e movimentações de servidores que atuaram em cargos ligados aos contratos de limpeza urbana nas duas cidades.

Na reunião, Flávia foi questionada sobre possíveis conflitos de interesse, procedimentos de fiscalização do contrato, mecanismos de controle da pesagem de resíduos e critérios de supervisão dos serviços de limpeza urbana. Existem também outros servidores que participaram da licitação em Goiânia e hoje ocupam cargos estratégicos em Anápolis, como o ex-presidente da comissão de licitação da Comurg, Paulo Roberto Silva, e o ex-gestor do contrato, Paulo Henrique Francisco Vargas.

Flávia observou que exerce sozinha as funções, sem equipe técnica ou assessoria especializada, sendo responsável por analisar relatórios, atestar a execução dos serviços e autorizar pagamentos ao consórcio. Segundo ela, a falta de estrutura compromete a atuação da superintendência. “Faltam equipamentos adequados e suporte. Não há assessoria técnica para acompanhar comigo a execução do contrato”, disse.

Aava Santiago destacou a gravidade das informações reveladas durante o depoimento da servidora, que apontam falhas estruturais na fiscalização do contrato. “É alarmante a situação em que se encontra a fiscalização do contrato, especialmente considerando a responsabilidade que recai sobre a supervisora”, observou.

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