O Governo de Goiás trabalha para instalar uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE) no Porto Seco de Anápolis com o objetivo de atrair data centers especializados em Inteligência Artificial (IA). A iniciativa busca criar um ambiente favorável para empresas de tecnologia que demandam altos investimentos e infraestrutura específica, fortalecendo o município como novo polo tecnológico do país.
De acordo com o secretário-geral do Estado, Adriano da Rocha Lima, as negociações estão avançadas e fazem parte de uma estratégia maior de Goiás para se destacar no setor. O Estado já aprovou uma legislação específica para Inteligência Artificial, oferecendo segurança jurídica para empresas interessadas. Além disso, conta com o Centro de Excelência em IA (CEIA) da Universidade Federal de Goiás, considerado uma das principais referências do país na área.
Outro ponto destacado pelo governo é a ampla capacidade de energia limpa e estável, fator essencial para data centers, que exigem grande volume de eletricidade e não podem sofrer interrupções. Segundo o secretário, esse diferencial coloca Goiás em posição privilegiada na disputa por investimentos internacionais.
Para reforçar ainda mais a confiança das empresas, o governo criou o Núcleo de Excelência de Inteligência Artificial (NEIA), espaço destinado a discutir o uso ético, transparente e responsável da tecnologia, especialmente dentro do setor público.
A instalação da ZPE em Anápolis tende a gerar empregos qualificados, atrair investimentos de grande porte e abrir novas oportunidades de inovação. A expectativa é que a cidade se consolide como um dos principais centros tecnológicos do Centro-Oeste, ampliando sua importância econômica e estratégica para todo o estado.











