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Empresa de investimentos é suspeita de dar golpes em clientes em Catalão

Clientes afirmam que não conseguem sacar valores investidos; prefeitura confirma que empresa tinha alvará, mas prefeito nega vínculo


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 09/12/2025 - 07:47

Vítimas foram até o escritório da empresa, em Catalão. (Imagem: Reprodução/TV Anhanguera)

Uma empresa que anunciava investimentos com promessas de lucros semanais é suspeita de aplicar golpes em vários moradores de Catalão, no sudeste de Goiás. Pessoas que afirmam ter sido vítimas registraram boletins de ocorrência na delegacia da cidade após perderem quantias significativas, segundo mostrou a TV Anhanguera.

Em entrevista ao repórter Matheus Albernaz, as vítimas contaram que enviaram dinheiro para a plataforma e, agora, não conseguem sacar nem os supostos lucros nem o valor inicial depositado. Uma das mulheres prejudicadas, que preferiu não se identificar, relatou ter vendido um apartamento no Pará para investir na empresa. Ela afirma ter aplicado mais de R$ 36 mil. “É ruim perder a casa, pagar uma dívida de um empréstimo que tu fez”, disse a vítima, que atualmente vive de aluguel em Catalão.

Imagens exibidas pela TV mostram pessoas que se consideram vítimas reunidas em frente ao escritório da empresa, buscando explicações e tentando reaver os valores perdidos.

Empresa tinha alvará da prefeitura; prefeito se manifestou

A TV Anhanguera apurou que a empresa possuía alvará de funcionamento emitido pela Prefeitura de Catalão. O prefeito Velomar Rios chegou a participar da inauguração de um dos escritórios.

Em nota publicada no Instagram, ele negou qualquer ligação com o empreendimento. “Não sou apoiador, investidor, apostador, nem promotor desse empreendimento. Estive no evento apenas para prestigiar uma pessoa conhecida.”

Representantes do escritório dizem que também foram enganadas

Funcionárias que atuavam como representantes locais afirmaram à TV que também foram vítimas. Elas relatam que recebiam orientações de uma mulher supostamente responsável pela plataforma e que estaria fora do Brasil.

Uma das representantes, Carla Fontana, disse: “A gente é tão vítima quanto eles. Acho que eles pensam assim: ‘já que não dá para pegar a mulher da plataforma, vamos descontar nas mulheres daqui mesmo’.”

Como funcionava o suposto esquema de investimento

Segundo a TV Anhanguera, a plataforma oferecia nove níveis de investimento, com valores e rendimentos crescentes:

  • Nível 1: investimento mínimo de R$ 280, com promessa de lucro semanal a partir de R$ 8.
    Como “contrapartida”, o investidor deveria assistir quatro vídeos por dia sobre a plataforma.
  • Nível mais alto: exigia investimento mínimo de R$ 700 mil.

A estrutura se assemelhava a uma pirâmide financeira, modelo em que os ganhos dependem da entrada de novos participantes e que costuma colapsar, deixando os últimos investidores no prejuízo — como era o caso da empresa RWest, responsável pelas operações em Catalão.

A Polícia Civil disse que abriu investigação para apurar o caso, mas que não vai divulgar detalhes para não atrapalhar as diligências.

A empresa RWest também não respondeu aos questionamentos.

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