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Defesa de Bolsonaro pede visita de bispo natural de Anápolis para “assistência religiosa”

Pedido encaminhado ao STF prevê atendimento espiritual ao ex-presidente por líder da Sara Nossa Terra, fundada por religioso anapolino


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/01/2026 - 15:17

Defesa de Bolsonaro pede visita de bispo natural de Anápolis para assistência religiosa
(Foto: Reprodução)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o bispo Robson Rodovalho, natural de Anápolis, realize uma visita de assistência religiosa ao ex-chefe do Executivo, atualmente custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A solicitação também inclui a autorização para que um pastor acompanhe o atendimento espiritual no local onde Bolsonaro cumpre pena.

Robson Rodovalho, de 69 anos, é fundador e presidente da Igreja Sara Nossa Terra, instituição criada em 1992 ao lado de sua esposa, Lúcia Rodovalho. Com origem em Anápolis, o bispo construiu projeção nacional e internacional, liderando uma rede que reúne cerca de 800 igrejas e aproximadamente 750 mil fiéis no Brasil e no exterior. Além da atuação religiosa, Rodovalho também tem formação acadêmica diversificada e já trabalhou como escritor, apresentador de televisão e palestrante.

O líder religioso anapolino também teve passagem pela política. Em 2006, foi eleito deputado federal, mas teve o mandato cassado em 2010 após decisão do Tribunal Superior Eleitoral por infidelidade partidária, depois de mudança de legenda. Ao longo dos anos, ocupou ainda cargos de liderança em conselhos de pastores no Distrito Federal e em âmbito nacional.

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Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e três meses de prisão, após decisão do STF que o considerou culpado por liderar uma tentativa de golpe de Estado com o objetivo de se manter no poder. A sentença incluiu ainda crimes como organização criminosa armada, abolição do Estado Democrático de Direito e danos ao patrimônio público. A maior parte da pena deverá ser cumprida em regime fechado, configurando um marco histórico por se tratar da primeira condenação de um ex-presidente brasileiro por esse tipo de crime.

Desde que passou a cumprir pena, Bolsonaro teve intercorrências médicas que resultaram em saídas temporárias da unidade prisional para atendimento hospitalar. Em janeiro, sofreu uma queda dentro da carceragem, com diagnóstico de traumatismo craniano leve, mas retornou à custódia após avaliação médica. O pedido de assistência religiosa agora aguarda análise do STF, que decidirá sobre a autorização da visita do bispo anapolino.