Goiás tem potencial para produzir até 2,2 bilhões de metros cúbicos de biometano por ano, volume considerado estratégico para a transição energética do estado e para a redução da dependência de combustíveis fósseis no transporte coletivo. A estimativa embasa a decisão do governo estadual de viabilizar a aquisição de 501 ônibus movidos a biometano e Gás Natural Veicular (GNV), que devem operar na região metropolitana de Goiânia nos próximos anos.
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Transporte, o subsecretário de Políticas para Cidades e Transporte, Miguel Angelo Pricinote, explicou que o potencial produtivo goiano foi determinante para a mudança contratual que permitiu a compra dos veículos. A iniciativa busca criar uma demanda consistente para o biometano, combustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, especialmente dos setores agroindustrial e sucroenergético, amplamente presentes no estado.
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De acordo com o subsecretário, a proposta vai além da simples substituição da frota atual. A estratégia do governo é estruturar uma nova cadeia econômica ligada ao biometano, estimulando investimentos privados, geração de empregos e aproveitamento de resíduos que hoje não são utilizados de forma plena. Entre as medidas adotadas estão incentivos fiscais, como benefícios no ICMS, e a criação de instrumentos financeiros para tornar o combustível competitivo em relação ao diesel.
Outro ponto destacado é a logística de distribuição. Mesmo sem uma rede extensa de gasodutos, o estado avalia o uso de “gasodutos virtuais”, sistema no qual o biometano é transportado por caminhões até os pontos de abastecimento. A entrega dos 501 ônibus está prevista de forma escalonada, com conclusão até dezembro de 2027.
Para o governo, a adoção do biometano no transporte coletivo representa um passo relevante rumo à sustentabilidade ambiental, à inovação energética e ao fortalecimento da economia local, alinhando políticas públicas de mobilidade urbana com a agenda de transição energética.











