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Caiado e Daniel reagem à filiação de Ana Paula ao PL e reforço à pré-candidatura de Wilder

Governador aponta motivação empresarial para mudança partidária, enquanto vice-governador lamenta saída do MDB


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 21/02/2026 - 09:33

Ana Paula Rezende se filia ao PL - Foto: Paulo José
Ronaldo Caiado e Daniel Vilela criticaram a saída de Ana Paula Rezende do MDB e sua filiação ao PL (Foto: Paulo José)

O governador Ronaldo Caiado (PSD) e o vice-governador Daniel Vilela (MDB) reagiram com críticas e surpresa à filiação da advogada Ana Paula Rezende ao Partido Liberal (PL) e ao anúncio de sua pré-candidatura a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Wilder Morais (PL) ao Palácio das Esmeraldas nas eleições de 2026.

Caiado afirmou que foi surpreendido pela decisão e sustentou que, segundo informações que recebeu, a mudança teve motivação “não política”, mas ligada a interesses empresariais envolvendo o marido da advogada na área de expansão de condomínios. O governador classificou a filiação como uma “opção empresarial” e disse que, se prevalecesse uma lógica estritamente política, a migração partidária não ocorreria.

Já o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, lamentou a saída da advogada do MDB e classificou o gesto como “intempestivo”. Segundo ele, o partido e sua direção insistiram nos últimos anos para que Ana Paula assumisse protagonismo político, incluindo convites para disputar cargos majoritários. O vice-governador afirmou que a advogada foi prestigiada internamente e disse estranhar a alegação de que a legenda teria fechado portas para seus projetos.

Composição com Wilder

A filiação de Ana Paula ao PL foi anunciada na sexta-feira (20) durante evento político liderado por Wilder Morais, que reuniu apoiadores e lideranças da legenda e marcou o fortalecimento da pré-candidatura do senador ao governo estadual. A presença da filha do ex-governador Iris Rezende na chapa foi apresentada como movimento simbólico e estratégico, aproximando o PL de uma herança política de forte peso eleitoral em Goiás.

A advogada deixou o MDB após divergências internas e críticas públicas à falta de apoio para a construção do Memorial Iris Rezende, tema que gerou atritos com a direção partidária. No novo partido, ela passa a integrar o projeto eleitoral liderado por Wilder, que busca ampliar alianças e consolidar um palanque competitivo para a disputa estadual.

O episódio redesenha o cenário político goiano e intensifica a disputa antecipada entre grupos que já se movimentam visando as eleições de 2026, com reflexos diretos na composição de alianças e no reposicionamento de forças partidárias em todo o Estado.