A condução da política educacional e a negociação salarial com servidores públicos entraram no centro das críticas à gestão da Prefeitura de Anápolis durante pronunciamentos de vereadores na Câmara nesta segunda-feira (23). Parlamentares da base e da oposição relataram atrasos em obras, ausência de respostas oficiais e impasses nas tratativas com categorias do funcionalismo.
O vereador Domingos Paula (PDT) cobrou a conclusão de unidades de ensino que, segundo ele, seguem inacabadas. Entre as demandas citadas estão o Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) do Jardim Promissão, a escola da Fabril, a unidade do bairro Industrial e a reforma de um Cmei na Vila João Luiz de Oliveira. Para o parlamentar, a demora compromete o compromisso anunciado pela administração de garantir vagas a todas as crianças de 4 e 5 anos.
Domingos afirmou ainda que mães têm relatado falta de vagas também para crianças entre 6 e 9 anos. Segundo ele, diante da ausência de solução imediata, tem orientado famílias a procurarem a Defensoria Pública. O vereador também declarou que aguarda resposta a um ofício encaminhado à Secretaria Municipal de Educação solicitando dados atualizados sobre o número de matrículas na rede pública. Até o momento, conforme disse, não houve retorno oficial.
Na mesma linha de cobrança, o vereador Professor Marcos Carvalho (PT) abordou as negociações salariais com servidores municipais. Ele relatou que há uma mesa de negociação aberta, mas que a proposta apresentada pelo Executivo não foi considerada satisfatória pelos sindicatos. O parlamentar defendeu ampliação do diálogo e construção de consenso que contemple as limitações financeiras do município sem comprometer a valorização dos trabalhadores.
As manifestações indicam um cenário de pressão crescente sobre o Executivo de Anápolis, especialmente nas áreas de Educação e gestão de pessoal, setores que concentram demandas diretas da população e impacto imediato nos serviços públicos. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Anápolis, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.











