A cidade de Anápolis voltou a acender o alerta para a Mpox após a confirmação de uma notificação ainda em investigação neste início de 2026. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dois casos suspeitos foram registrados no município neste ano: um já foi descartado e o outro permanece em análise laboratorial.
No cenário estadual, a Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) informou que 15 casos suspeitos de Mpox foram notificados em Goiás em 2026. Destes, dez foram descartados e cinco continuam em investigação. Apesar de o número ser considerado baixo, as autoridades reforçam a importância da vigilância e da prevenção.
A Mpox é uma infecção viral transmitida principalmente pelo contato íntimo ou próximo com pessoa infectada, especialmente por meio de lesões na pele, fluidos corporais — como pus e sangue — e também pela saliva, quando há feridas na boca. Entre os sintomas mais comuns estão erupções cutâneas que evoluem para bolhas, febre, dor de cabeça, dores no corpo e inchaço dos gânglios. As lesões podem aparecer no rosto, mãos, pés e região genital.
Segundo o Ministério da Saúde, o período de incubação varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. A prevenção inclui higienização frequente das mãos, não compartilhar objetos pessoais e evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.
Sem acompanhamento adequado, a Mpox pode provocar complicações como infecções secundárias nas lesões, pneumonia, infecção ocular, desidratação e desnutrição. Em casos raros, pode evoluir para óbito.
Orientações em caso de suspeita
Em Anápolis, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que qualquer pessoa com sintomas de Mpox ou que tenha tido contato direto, nos últimos 21 dias, com alguém suspeito da doença procure imediatamente a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima de sua residência.
Ao chegar à unidade, o paciente deve utilizar máscara, informar os sintomas e relatar possível contato com caso suspeito ou confirmado. A equipe fará a avaliação clínica, coleta de exames e a devida notificação. Caso necessário, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento hospitalar, além de receber orientações sobre isolamento e cuidados domiciliares.











