A sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (2) contou com mais um episódio de embates políticos entre os vereadores Rimet Jules (PT) e Policial Federal Suender, após discussões envolvendo o caso dos descontos ilegais no INSS.
Ao utilizar a tribuna, Rimet destacou uma série de visitas que vem realizando às unidades de ensino da rede municipal. Segundo ele, foi estabelecida uma agenda permanente para fiscalizar a entrega de materiais escolares, uniformes e verificar questões estruturais das escolas. O parlamentar afirmou já ter percorrido boa parte das unidades da região sul da cidade e garantiu que o trabalho será ampliado para todos os bairros.
Durante o discurso, no entanto, o vereador também direcionou críticas a colegas que, segundo ele, “tampam os olhos e fazem vistas grossas para os problemas da cidade e os escândalos locais” ao priorizarem debates sobre temas nacionais. A declaração foi uma resposta direta ao pronunciamento de Suender, que havia abordado os desdobramentos das investigações sobre descontos irregulares em benefícios do INSS.
Rimet afirmou que o esquema teve início em 2019, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, e que atualmente está sendo apurado pelas autoridades competentes. “Diferente de vocês, a gente não faz vista grossa. O presidente já disse que os responsáveis paguem, doa a quem doer. O Banco Central e a Polícia Federal têm autonomia e estão investigando”, declarou.
O debate evidenciou a divisão ideológica no plenário, contrapondo a discussão sobre responsabilidade federal no caso do INSS à defesa de que o foco do Legislativo municipal deve permanecer nas demandas locais, como educação e infraestrutura escolar.
A troca de críticas reforça o clima de polarização política que tem marcado as sessões da Câmara, onde temas nacionais frequentemente repercutem no cenário municipal, ampliando os embates entre parlamentares de diferentes espectros ideológicos.











