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Brasil lança plano com rastreamento de agressores e 4,7 milhões de atendimentos psicológicos

Comitê dos Três Poderes apresenta plano emergencial com monitoramento eletrônico de agressores, ampliação da rede de acolhimento às vitimas de violência


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/03/2026 - 14:00

As ações prioritárias foram anunciadas pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), Gleisi Hoffmann, durante seminário ‘Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres. Foto: Divulgação/SRI

O rastreamento de agressores por meio de tornozeleira eletrônica é uma das principais medidas do Plano de Trabalho apresentado pelo Comitê Interinstitucional do Pacto Brasil para enfrentamento ao feminicídio. O documento, divulgado nesta quarta-feira (4) durante seminário em Brasília, reúne ações emergenciais articuladas entre os Três Poderes e prevê a implementação do sistema de monitoramento para homens com medidas protetivas, garantindo mais segurança às vítimas. As primeiras iniciativas começam a ser executadas já em maio.

O Plano de Trabalho do Pacto Brasil está estruturado em três eixos prioritários: celeridade nas medidas protetivas e responsabilização dos agressores, fortalecimento da rede de acolhimento e mudança cultural. Além do monitoramento eletrônico, o Ministério da Justiça coordenará um mutirão nacional para cumprimento de aproximadamente mil mandados de prisão e implantará 52 Unidades Móveis (Salas Lilás Itinerantes) para atendimento a mulheres em situação de violência. O rastreamento de agressores será integrado ao Centro “Mulher Segura”, plataforma que centralizará dados e permitirá monitoramento em tempo real.

Na área da saúde, o Ministério da Saúde garantirá 4,7 milhões de atendimentos psicológicos anuais para mulheres vítimas de violência e solicitará à OMS a criação de código específico no CID para classificação do feminicídio. O Conselho Nacional de Justiça elaborará diagnóstico nacional sobre medidas protetivas de urgência, enquanto o Ministério das Mulheres abrirá quatro novas Casas da Mulher Brasileira e seis Centros de Referência ainda em 2026.

O Pacto Brasil prevê ainda ações de conscientização voltadas aos homens, fortalecimento das Procuradoras da Mulher em Câmaras Municipais e Assembleias, e pauta legislativa prioritária na Câmara dos Deputados. O Plano de Trabalho será monitorado por comitê composto pelos Três Poderes, Ministério Público, Defensoria e Advocacia-Geral da União, com ajustes permanentes para assegurar o alcance das metas estabelecidas.