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Anápolis discute projeto para combater adultização infantil nas redes sociais

O debate surge em um momento em que o Brasil discute intensamente o assunto


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 01/09/2025 - 14:44

Vereador de Anápolis denuncia fala racista de locutor durante jogo do Rio Verde X Anapolina
Proposta do vereador Professor Marcos Carvalho (PT) cria Programa Municipal de Educação Digital e prevê campanhas em escolas e canais de denúncia. (Foto: Reprodução)

A Câmara Municipal de Anápolis começou a debater, nesta segunda-feira (1º.set), o Projeto de Lei Ordinária (PPLO) 235/2025, de autoria do vereador Professor Marcos Carvalho (PT), que institui o Programa Municipal de Educação Digital e Proteção contra Adultização Infantil nas redes sociais. A matéria foi lida em plenário e seguirá para análise das comissões temáticas da Casa.

Segundo o autor, a iniciativa busca conscientizar crianças, adolescentes, pais e educadores sobre os riscos do uso indevido das redes sociais, especialmente no que diz respeito à exposição de imagens e comportamentos que podem acelerar de forma prejudicial o desenvolvimento infantil. “Nosso objetivo é prevenir a utilização inadequada das plataformas digitais e incentivar práticas seguras, conscientes e saudáveis”, afirmou Marcos Carvalho em discurso na tribuna.

O projeto prevê ações como campanhas educativas em escolas da rede municipal, capacitação de professores para lidar com o tema e a divulgação dos canais de denúncia, como o Disque 100 e os contatos dos Conselhos Tutelares. Para o parlamentar, a medida reforça o que já está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e atualiza a legislação local diante de um problema cada vez mais recorrente.

O debate surge em um momento em que o Brasil discute intensamente a chamada adultização infantil, fenômeno que ocorre quando crianças e adolescentes são expostos precocemente a conteúdos, comportamentos e responsabilidades próprias da vida adulta, muitas vezes estimulados por influenciadores digitais e pelo consumo de tendências nas redes sociais. Especialistas alertam que essa exposição pode provocar impactos emocionais graves, como ansiedade, baixa autoestima e dificuldade em viver plenamente a infância.

Para Marcos Carvalho, o município deve assumir protagonismo nessa discussão. “É fundamental proteger a criança e o adolescente, garantindo que possam crescer em um ambiente saudável, sem pressões para se comportar como adultos antes da hora”, destacou.

Com a tramitação do projeto, Anápolis pode se tornar referência no enfrentamento à adultização infantil, aliando educação digital, proteção legal e conscientização da sociedade sobre os limites necessários para preservar a infância.