A Câmara Municipal de Anápolis começou a debater, nesta segunda-feira (1º.set), o Projeto de Lei Ordinária (PPLO) 235/2025, de autoria do vereador Professor Marcos Carvalho (PT), que institui o Programa Municipal de Educação Digital e Proteção contra Adultização Infantil nas redes sociais. A matéria foi lida em plenário e seguirá para análise das comissões temáticas da Casa.
Segundo o autor, a iniciativa busca conscientizar crianças, adolescentes, pais e educadores sobre os riscos do uso indevido das redes sociais, especialmente no que diz respeito à exposição de imagens e comportamentos que podem acelerar de forma prejudicial o desenvolvimento infantil. “Nosso objetivo é prevenir a utilização inadequada das plataformas digitais e incentivar práticas seguras, conscientes e saudáveis”, afirmou Marcos Carvalho em discurso na tribuna.
O projeto prevê ações como campanhas educativas em escolas da rede municipal, capacitação de professores para lidar com o tema e a divulgação dos canais de denúncia, como o Disque 100 e os contatos dos Conselhos Tutelares. Para o parlamentar, a medida reforça o que já está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e atualiza a legislação local diante de um problema cada vez mais recorrente.
O debate surge em um momento em que o Brasil discute intensamente a chamada adultização infantil, fenômeno que ocorre quando crianças e adolescentes são expostos precocemente a conteúdos, comportamentos e responsabilidades próprias da vida adulta, muitas vezes estimulados por influenciadores digitais e pelo consumo de tendências nas redes sociais. Especialistas alertam que essa exposição pode provocar impactos emocionais graves, como ansiedade, baixa autoestima e dificuldade em viver plenamente a infância.
Para Marcos Carvalho, o município deve assumir protagonismo nessa discussão. “É fundamental proteger a criança e o adolescente, garantindo que possam crescer em um ambiente saudável, sem pressões para se comportar como adultos antes da hora”, destacou.
Com a tramitação do projeto, Anápolis pode se tornar referência no enfrentamento à adultização infantil, aliando educação digital, proteção legal e conscientização da sociedade sobre os limites necessários para preservar a infância.











