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Anvisa determina apreensão de lotes falsos de Mounjaro e remédio oncológico

A agência reforça que esses lotes não devem, sob nenhuma circunstância, ser utilizados


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 05/09/2025 - 07:25

Médico explica o que acontece com a aprovação do Mounjaro para tratamento da obesidade no Brasil
Anvisa orienta que denúncias sejam feitas pelos canais oficiais de atendimento. (Imagem: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (04), a apreensão imediata de lotes falsificados de dois medicamentos de grande relevância clínica: o Mounjaro, indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e também utilizado em terapias contra obesidade, e o Opdivo, remédio de alto custo usado em tratamentos oncológicos.

De acordo com a agência, o lote 082024 do Mounjaro não foi produzido pela fabricante Eli Lilly, o que caracteriza falsificação. O mesmo ocorreu com o Opdivo, cujo lote ACS1603 não pertence à linha de produção oficial da Bristol-Myers Squibb. A partir dessas confirmações, a Anvisa emitiu resolução determinando a retirada dos lotes do mercado em todo o país e proibiu qualquer forma de comercialização, distribuição ou uso.

A decisão reforça a gravidade do problema dos medicamentos falsificados, que representam um risco direto à saúde da população. Produtos dessa natureza não têm garantia de origem, qualidade ou eficácia, podendo provocar efeitos adversos imprevisíveis ou até colocar a vida dos pacientes em risco. A agência foi enfática ao recomendar que esses lotes não devem, sob nenhuma circunstância, ser utilizados.

A Anvisa orienta ainda que consumidores e profissionais da saúde estejam atentos e notifiquem imediatamente as autoridades caso identifiquem embalagens suspeitas ou recebam medicamentos com numeração correspondente aos lotes falsificados. O contato pode ser feito pelos canais oficiais de atendimento, o que auxilia na investigação e no combate à circulação irregular desses produtos.

Outras determinações

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a manipulação da substância semaglutida, utilizada em canetas de emagrecimento como Ozempic e Wegovy e no medicamento via oral Rybelsus. A determinação foi publicada (25) no Diário Oficial da União, a agência estabeleceu os critérios para importação e manipulação de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) agonistas do hormônio GLP-1, usado em tratamentos de diabetes tipo 2 e obesidade.

Segundo a decisão, os insumos obtidos por via biotecnológica, caso da semaglutida, só podem ser importados para fins de manipulação se forem do mesmo fabricante registrado no Brasil.