Como parte das comemorações pelos 118 anos de Anápolis, a Prefeitura reinaugurou, na manhã desta quarta-feira (30), o Hospital Georges Hajjar, localizado no bairro Leblon. A unidade, que passou por uma ampla reestruturação coordenada pelas secretarias municipais de Saúde e Obras, foi preparada para se tornar um dos principais pilares da rede pública de urgência e emergência da cidade. Com 66 leitos disponíveis, o hospital chega em um momento crucial para o sistema municipal, marcado por superlotação em outras unidades e baixa média de leitos por habitante.
A reforma incluiu a recuperação completa da infraestrutura física, com substituição de telhados, reorganização das salas de exames por imagem (como raio-X e tomografia), blindagem técnica, aquisição de equipamentos de suporte à vida e implantação de um novo sistema de gases medicinais. “Temos aqui uma estrutura preparada para os casos de urgência e emergência. Esse é o nosso grande gargalo”, afirmou a secretária de Saúde, Eliane Pereira.
A entrega oficial também marca o fim de um período de forte cobrança pública e política. Em maio, o vereador Domingos Paula (PDT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para exigir a abertura imediata do hospital. Segundo ele, a unidade já estava equipada e pronta, enquanto a população enfrentava dificuldades graves para acessar os serviços do SUS. O parlamentar chegou a exibir o áudio de um morador relatando a negativa de atendimento ao filho em três diferentes unidades da cidade.
O prefeito Márcio Corrêa (PL), por sua vez, respondeu às críticas pelas redes sociais, afirmando que recebeu o hospital inacabado e sem condições de funcionamento. “Pra olhar no olho do cidadão, é preciso falar a verdade. Recebemos o Hospital Georges Hajjar inacabado. Mas saúde é prioridade, e agora, sim, ele é entregue de verdade à população”, publicou.
Durante a inauguração, Márcio reforçou o compromisso da gestão com a saúde pública: “Hoje entregamos uma das estruturas mais modernas do país na área de saúde bucal: o novo Centro de Especialidades Odontológicas. E agora entregamos também o Georges Hajjar, um complexo inovador com atendimento 24 horas e equipamentos de ponta. Nossa cidade avança para se tornar referência em atendimento público de saúde.”
O ver. Jean Carlos (PL), líder do governo na Câmara, já havia informado, ainda em maio, que um contrato emergencial para gestão do hospital estava sendo finalizado. O acordo incluiria adequações finais, compra de equipamentos e a contratação de profissionais qualificados para garantir o funcionamento seguro da unidade. Com apenas 1,5 leitos por mil habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde, Anápolis estava abaixo da média recomendada. A abertura efetiva do Georges Hajjar poderá ser um divisor de águas para o sistema público local, desafogando UPAs superlotadas e ampliando o acesso da população a serviços essenciais de saúde.
A expectativa agora é de que o hospital opere com eficiência e transparência, cumprindo a função para a qual foi planejado e cobrando, da gestão pública, a manutenção de um atendimento digno e de qualidade para os anapolinos.











