O vereador Cabo Fred Caixeta (PRTB) usou a tribuna da Câmara Municipal de Anápolis, na sessão ordinária desta segunda-feira (8), para criticar o aumento do ICMS dos combustíveis aprovado pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) a pedido do Governo do Estado. Para o parlamentar, a mudança representa um “presente de Natal” negativo dado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) e pelo vice-governador Daniel Vilela (MDB) à população anapolina.
Segundo Cabo Fred, a decisão impactará diretamente o dia a dia dos goianos. Ele destacou que o acréscimo no ICMS não afeta somente quem possui veículo, mas toda a cadeia produtiva. “Aumenta gasolina, aumenta diesel, aumenta o gás de cozinha. Tudo que depende de transporte fica mais caro. Quem pagará o preço é o povo goiano”, afirmou o vereador, ao criticar a oportunidade e as consequências da medida.
A atualização das alíquotas do ICMS entrará em vigor em 2026 e prevê novos valores fixos: R$ 1,57 por litro para gasolina e etanol anidro, R$ 1,17 para diesel e biodiesel e R$ 1,47 por quilo do gás liquefeito de petróleo (GLP). O impacto estimado, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindiposto), será de R$ 0,10 por litro no preço da gasolina e R$ 0,05 no diesel — valores que, embora aparentemente pequenos, tendem a gerar aumento em cascata no custo de serviços e produtos, já que o transporte rodoviário é predominantemente movido a óleo diesel.
Cabo Fred também criticou o que chamou de falta de atenção do governo estadual com Anápolis, citando blitzen fazendárias que, segundo ele, prejudicam a mobilidade dos cidadãos, além da lentidão em obras importantes, como os seis quilômetros do contorno viário do Daia. “Parece que choveu sete anos”, ironizou o vereador ao comentar justificativas apresentadas para o atraso das intervenções.
O parlamentar ainda mencionou o impacto do ICMS no preço do gás de cozinha — que, com a nova alíquota, terá R$ 19,11 de imposto apenas no botijão de 13 quilos — reforçando que a decisão estadual afetará especialmente famílias de baixa renda. Ele lembrou que, embora o governo alegue tratar-se de uma determinação nacional do Confaz e adotada por todos os estados, isso não reduz o efeito direto no bolso da população.
Ao final de seu discurso, Cabo Fred lamentou que, na visão dele, Anápolis tenha sido “apagada do mapa” pelo governo estadual e concluiu afirmando que a cidade “continua refém” de decisões que considera prejudiciais aos anapolinos.











