A Câmara dos Deputados aprovou, por unanimidade, o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês. O texto-base teve 493 votos favoráveis e nenhum contrário na sessão desta quarta-feira (1º/10). O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a aprovação como uma votação histórica e destacou o trabalho conjunto entre Executivo e Legislativo.
O projeto foi enviado pelo governo em março e prevê que cerca de 15 milhões de pessoas sejam beneficiadas. Desse total, 10 milhões ficarão isentos do tributo, enquanto outros 5 milhões terão redução no valor pago. Para compensar a medida, avaliada em R$ 25,8 bilhões por ano, haverá aumento na tributação para quem ganha acima de R$ 600 mil anuais, faixa que atinge apenas 0,13% dos contribuintes.
De acordo com Haddad, a proposta garante justiça tributária sem comprometer o equilíbrio fiscal. Ele ressaltou que o texto foi construído ao longo de um ano e recebeu apoio de técnicos, economistas e da sociedade. “Esse projeto busca justiça tributária com neutralidade fiscal. Não aumenta nem diminui arrecadação, mas promove equilíbrio”, afirmou o ministro.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o relator Arthur Lira também foram elogiados pelo papel na articulação. Haddad lembrou que a unanimidade da votação desmonta narrativas de sabotagem e reforça a possibilidade de novas pautas conjuntas entre Congresso e Executivo. O presidente Lula comemorou o resultado, chamando a aprovação de vitória contra a desigualdade e em favor dos trabalhadores.
Agora, a proposta segue para análise no Senado. A expectativa do governo é que a mesma unidade demonstrada na Câmara se repita na nova etapa. Caso seja aprovada sem alterações, a ampliação da isenção do Imposto de Renda começará a valer a partir de 2026, trazendo alívio financeiro para milhões de famílias brasileiras.











