Encerrado nesta semana, o Carnaval 2026 consolidou-se como um dos maiores eventos econômicos do país ao movimentar R$ 5,9 bilhões na economia da cidade do Rio de Janeiro, segundo estimativas da Prefeitura. O valor supera em R$ 200 milhões a projeção inicial divulgada em janeiro e fica acima do registrado em 2025, quando a festa injetou R$ 5,7 bilhões na capital.
Ao longo do período, a cidade — que possui cerca de 6,7 milhões de habitantes — recebeu aproximadamente 8 milhões de pessoas, entre moradores e visitantes. Desse total, cerca de 2 milhões foram turistas, um crescimento de 8,2% em relação ao ano anterior. A taxa média de ocupação da rede hoteleira atingiu 98%, impulsionando receitas nos setores de hospedagem, transporte, alimentação e entretenimento.
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A arrecadação municipal de Imposto Sobre Serviços (ISS) ligada às atividades do Carnaval alcançou aproximadamente R$ 240 milhões. O investimento público na realização do evento foi da ordem de R$ 100 milhões, incluindo apoio às escolas de samba, estrutura operacional e manutenção do Sambódromo.
Em todo o estado, o impacto econômico estimado chega a R$ 10 bilhões, com geração de até 70 mil empregos temporários. A operação mobilizou 23 órgãos municipais, cerca de 32 mil servidores, 13,1 mil trabalhadores da limpeza urbana e 12,5 mil agentes da Guarda Municipal. Foram autorizados 458 blocos de rua, que reuniram quase 7 milhões de foliões, além do credenciamento de 15 mil ambulantes.
Os dados reforçam o peso do Carnaval dentro da economia fluminense, que tem PIB de R$ 1,3 trilhão, mantendo o Rio como a segunda maior economia do país.











