Skip to content

Eleições 2026: mesmo sem nunca ter sido eleita para nada, Michelle Bolsonaro lidera na bolha bolsonarista

Ex-primeira-dama tem desempenho superior ao dos filhos de Bolsonaro em cenário sem o ex-presidente, inelegível por decisões do TSE


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 03/08/2025 - 15:10

Eleições 2026 mesmo sem nunca ter sido eleita para nada, Michelle Bolsonaro lidera na bolha bolsonarista aborto

Mesmo sem jamais ter disputado um cargo eletivo, Michelle Bolsonaro (PL) aparece como o nome mais competitivo do bolsonarismo para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Segundo a nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada nesta semana, a ex-primeira-dama tem desempenho superior ao do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ambos políticos com mandatos em exercício.

Em um eventual confronto direto com Lula no primeiro turno, Michelle alcança 24% das intenções de voto, contra 39% do petista. Embora distante, é uma diferença menor do que a observada com Flávio, que marca 18%, e Eduardo, que registra 20%. No segundo turno, Lula venceria Michelle por 48% a 40%, mantendo a vantagem, mas evidenciando que a ex-primeira-dama é, hoje, o nome mais forte do clã Bolsonaro.

A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de julho, após a confirmação do tarifaço de Donald Trump nos EUA, e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento também incluiu nomes de centro-direita como Ronaldo Caiado (União Brasil), Ratinho Jr. (PSD) e Romeu Zema (Novo), que oscilaram entre 6% e 14% das intenções. O nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome forte dentro do grupo bolsonarista, não foi testado nesta rodada.

Jair Bolsonaro, nome natural da direita nas últimas disputas, está fora do jogo eleitoral. Ele foi declarado inelegível por decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenaram por abuso de poder político e econômico. Entre os episódios usados para embasar as sentenças estão a reunião com embaixadores, onde divulgou teorias infundadas contra as urnas eletrônicas, e o uso político dos desfiles de 7 de setembro de 2022.

Com a inelegibilidade confirmada, o bolsonarismo tenta reorganizar seu campo sucessório. Michelle e Eduardo Bolsonaro surgem como os principais nomes cogitados para assumir a candidatura do grupo. No entanto, Eduardo se afastou do debate político interno desde que se declarou “exilado” nos Estados Unidos, onde tem atuado na tentativa de pressionar o governo americano contra ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente Alexandre de Moraes.

A ascensão de Michelle nas pesquisas evidencia uma aposta do grupo em seu apelo simbólico e identificação com a base bolsonarista — mesmo sem trajetória política própria. A dúvida agora é se o carisma herdado do marido será suficiente para sustentar uma candidatura competitiva em um cenário nacional.

Leia também: Eleições 2026 – Caiado aparece como um dos nomes menos viáveis da direita contra Lula