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“Os melhores foram presos”, diz Elias do Nana ao defender Bolsonaro durante sessão na Câmara

Vereador de Anápolis critica adversários políticos e declara apoio irrestrito ao ex-presidente, que cumpre pena em sala de Estado-Maior da PF, segundo as informações apresentadas


Por Carlos Nathan em 03/12/2025 - 10:48

Vereador cobra agilidade da Equatorial em podas de árvores em Anápolis Elias do Nana
(Foto: reprodução)

O vereador Elias do Nana (PSD) usou parte da sessão da Câmara Municipal de Anápolis, nesta quarta-feira (3), para defender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso. O parlamentar afirmou que costuma evitar o tema nacional, mas decidiu se manifestar em razão do momento político. “Sou bolsonarista, sou de direita e sou cristão. Não podia deixar de falar que estou do lado do presidente e sempre estarei”, disse. Ele argumentou que a prisão não seria motivo para classificá-lo negativamente. “O fato de ele estar preso justifica que ele é uma pessoa do mal? Os melhores foram presos. Os apóstolos de Cristo foram presos, crucificados, degolados. Só São João não foi morto.”

Elias também fez ataques a políticos que criticam Bolsonaro. “Tem gente que não tem moral nem para falar o nome dele. Tem muita gente sem histórico nenhum, caloteiro, desonesto, corrupto, falando do nosso presidente. Quem tinha que estar preso são essas pessoas”, afirmou.

O vereador disse ainda “ter pena de quem está no poder hoje” e declarou que o país estaria sendo conduzido por pessoas equivocadas. Em tom de apelo religioso, pediu que opositores “se convertam” e argumentou que “o bem sempre vence”. Ele encerrou a fala pedindo bênçãos para Bolsonaro e para quem, segundo ele, “luta por um Brasil mais justo”.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por envolvimento no plano de golpe. Ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em sala de Estado-Maior, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. O espaço é privativo e conta com banheiro, cama, televisão, frigobar, ar-condicionado e mesa de trabalho. O ex-presidente já estava no local devido à violação da tornozeleira eletrônica e ao risco de fuga apontado anteriormente. Com o trânsito em julgado da condenação, teve início a fase de execução penal.

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