O ex-integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ex-candidato a vereador e ex-funcionário público da Prefeitura de Anápolis, Pedro Poncio (PL), afirmou que irá se juntar ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na chamada “caminhada pela liberdade”, iniciada nesta segunda-feira (19), entre Paracatu (MG) e Brasília (DF). O percurso, com mais de 200 quilômetros pela BR-040, tem previsão de chegada à capital federal no domingo (25).
Pôncio, que atualmente atua como escritor e influenciador digital de direita, integra o grupo de parlamentares, lideranças políticas e ativistas conservadores que protestam contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os organizadores, o ato é direcionado especialmente ao julgamento dos réus dos atos de 8 de janeiro e à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF.
A participação de Pedro Poncio na mobilização ocorre em meio a um histórico recente de controvérsias. Em janeiro deste ano, ele foi nomeado assessor geral da Prefeitura de Anápolis, cargo comissionado com salário mensal de R$ 3,6 mil. Durante o período em que exercia a função, participou de uma motociata em Brasília contra o julgamento de Bolsonaro, mesmo estando em horário de expediente, chegando a realizar transmissões ao vivo nas redes sociais. Por se tratar de servidor recém-nomeado, ele não poderia solicitar férias. A Prefeitura de Anápolis não se manifestou oficialmente após questionamentos da imprensa.
Exonerado em setembro de 2025, Pôncio também acumulou polêmicas ao promover a venda de camisetas com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF Alexandre de Moraes, além de convocar manifestações nacionais da oposição. Autor de livros como A Face Oculta do MST e O Mínimo Sobre o MST, ele mantém discurso de defesa da moralização da política e críticas recorrentes à esquerda, agora reforçadas com sua presença ao lado de Nikolas Ferreira na mobilização rumo a Brasília.











