A Prefeitura de Anápolis inaugurou a exposição “Na palavra da pele, um ancestral sopra” no Centro Cultural Ulysses Guimarães. A mostra gratuita, que permanece em cartaz até 27 de fevereiro de 2026, apresenta três núcleos expositivos que se complementam em uma reflexão sobre identidade brasileira.
No piso superior, o artista Sanagê ocupa cinco salas com as exposições “Neoclipes” e “Pele e Osso”, apresentando produções recentes que exploram a representação negra na arte contemporânea. Suas obras estabelecem um diálogo potente entre tradição e modernidade.
O piso térreo abriga dois importantes núcleos temáticos. Na Sala Nena de Pina, o projeto “Trilhas de Resistência” conecta arte e educação através de atividades que promovem a equidade racial. Já na Sala Zeneide Lucena, a mostra fotográfica “Escute a Voz da Pele” reúne obras do acervo do MAPA com trabalhos de artistas locais, criando um panorama visual sobre a diversidade cultural anapolina.
A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo destaca que a programação foi concebida para promover políticas de valorização da diversidade. “Esta exposição representa nosso compromisso em oferecer uma programação cultural que acolha todos os públicos e fortaleça as discussões sobre nossa identidade coletiva”, afirma o secretário da pasta.
A exposição estabelece-se como um marco na cena cultural de Anápolis, oferecendo uma experiência imersiva e reflexiva sobre temas fundamentais da sociedade contemporânea. A curadoria integrada dos três núcleos cria uma narrativa coesa sobre ancestralidade e resistência, posicionando Anápolis como um polo cultural ativo no cenário goiano.
Sobre o artista
Sanagê, nome artístico de Sanagê Cardoso, é um renomado artista visual brasileiro, conhecido principalmente por suas esculturas monumentais em aço carbono e inox. Sua trajetória artística é marcada por uma transição da fotografia para a escultura, com influências notáveis de artistas como Amilcar de Castro, Franz Weissmann e Alexandre Calder.











