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Família de aposentada goiana assassinada na Argentina recebe apoio de deputado federal em busca de repatriamento

Equipe do deputado Zacharias Calil anunciou medidas para agilizar repatriação do corpo de Maria Vilma, morta há uma semana em Buenos Aires


Dhayane Marques Por Dhayane Marques em 11/11/2025 - 15:22

Foto: Reprodução

A tragédia que vitimou Maria Vilma das Dores Cascalho, 69 anos, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (11). Enquanto a família da aposentada do TJ-GO luta contra a burocracia argentina para repatriar seu corpo, a equipe do deputado federal Zacharias Calil anunciou que irá “encaminhar ofício ao Ministério das Relações Exteriores e à Câmara dos Deputados solicitando as devidas providências”. O movimento ocorre quando a família enfrenta o risco real de ter que enterrar a idosa na Argentina.

Em entrevista à TV Anhanguera nesta terça-feira (11), a filha de Maria Vilma, Carolina Bizinoto, detalhou o que poderia ter ocasionado o taque. “A motivação, vamos assim dizer, é que ele é um enfermo mental, porque não roubou nada da minha mãe”. A estudante de medicina revelou que o agressor já era conhecido das autoridades: “O policial me atualizou que tinham prendido ele, porque fez isso com outra pessoa”.

A angústia da família se intensifica a cada dia de espera. A sobrinha da vítima, Paula Cascalho Lima, explica o impasse. “Pelo que o consulado falou, o governo brasileiro não consegue começar a agir antes que realizem a autópsia”. Ela revela a falta de comunicação entre as instituições argentinas. “Cada órgão fala uma coisa. Um tem uma informação que o outro não tem, e isso vai deixando a gente extremamente angustiada”, relata Lima.

O desespero aumenta com a possibilidade de um desfecho temido pela família. “Ficam falando pra gente que temos que nos preparar, porque como é um crime… talvez tenha que enterrar minha tia aqui. Se entenderem que a primeira autópsia não é suficiente, vão ter que deixá-la enterrada aqui para uma nova autópsia”, explica a sobrinha de Maria Vilma.

Enquanto isso, Carolina mantém o apelo por celeridade. “O que a gente queria muito era que acelerassem esse processo de investigação. Precisamos levar o corpo dela para Goiânia, para dar um enterro digno pra minha mãe”. A equipe de reportagem do Tribuna de Anápolis segue aguardando o retorno do Itamaraty sobre as ações concretas em andamento. O caso completa seis dias sem a realização da autópsia, etapa crucial para liberação do corpo.

Dhayane Marques

Dhayane Marques é jornalista formada pela PUC-GO. Atualmente é Diretora de Programas da TV Pai Eterno e colaboradora no jornal Tribuna do Planalto, nas editorias de cidades, educação, economia e diversão e arte.