A tragédia que vitimou Maria Vilma das Dores Cascalho, 69 anos, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (11). Enquanto a família da aposentada do TJ-GO luta contra a burocracia argentina para repatriar seu corpo, a equipe do deputado federal Zacharias Calil anunciou que irá “encaminhar ofício ao Ministério das Relações Exteriores e à Câmara dos Deputados solicitando as devidas providências”. O movimento ocorre quando a família enfrenta o risco real de ter que enterrar a idosa na Argentina.
Em entrevista à TV Anhanguera nesta terça-feira (11), a filha de Maria Vilma, Carolina Bizinoto, detalhou o que poderia ter ocasionado o taque. “A motivação, vamos assim dizer, é que ele é um enfermo mental, porque não roubou nada da minha mãe”. A estudante de medicina revelou que o agressor já era conhecido das autoridades: “O policial me atualizou que tinham prendido ele, porque fez isso com outra pessoa”.
A angústia da família se intensifica a cada dia de espera. A sobrinha da vítima, Paula Cascalho Lima, explica o impasse. “Pelo que o consulado falou, o governo brasileiro não consegue começar a agir antes que realizem a autópsia”. Ela revela a falta de comunicação entre as instituições argentinas. “Cada órgão fala uma coisa. Um tem uma informação que o outro não tem, e isso vai deixando a gente extremamente angustiada”, relata Lima.
O desespero aumenta com a possibilidade de um desfecho temido pela família. “Ficam falando pra gente que temos que nos preparar, porque como é um crime… talvez tenha que enterrar minha tia aqui. Se entenderem que a primeira autópsia não é suficiente, vão ter que deixá-la enterrada aqui para uma nova autópsia”, explica a sobrinha de Maria Vilma.
Enquanto isso, Carolina mantém o apelo por celeridade. “O que a gente queria muito era que acelerassem esse processo de investigação. Precisamos levar o corpo dela para Goiânia, para dar um enterro digno pra minha mãe”. A equipe de reportagem do Tribuna de Anápolis segue aguardando o retorno do Itamaraty sobre as ações concretas em andamento. O caso completa seis dias sem a realização da autópsia, etapa crucial para liberação do corpo.








