O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aproveitou a oficialização da federação União Progressista — formada pelo União Brasil e o PP — para lançar novos ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento, realizado na terça-feira (19) em Brasília, reuniu lideranças políticas nacionais e teve forte tom de pré-campanha para 2026.
Caiado acusou Lula de “destruir o país” e de “posar de democrata”, além de relembrar escândalos de gestões petistas, como o mensalão e a Lava Jato. Em outro trecho de sua fala, disse que o presidente teria “assaltado aposentados”, em referência a denúncias de desvios no setor rural. “Agora o Brasil tem ordem e progresso e vai ter liberdade para todos os cidadãos”, afirmou, defendendo que a nova federação tem a missão de “dar rumo político à nação”.
As declarações foram aplaudidas pela maior parte do público, mas geraram constrangimento entre integrantes do governo federal presentes. Os ministros André Fufuca (Esporte) e Celso Sabino (Turismo) permaneceram em silêncio e não se juntaram aos aplausos. O líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas (MA), também não aplaudiu. Já o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), hesitou antes de acompanhar a plateia.
O embate político ocorre no mesmo momento em que uma pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que 66% dos goianos desaprovam a gestão de Lula, contra 33% que aprovam e 1% que não soube responder. Apesar do índice elevado, houve leve melhora em relação a fevereiro de 2025, quando a desaprovação era de 70%. Em 2024, no entanto, os números eram mais favoráveis: em abril, 50% desaprovavam o governo e 49% aprovavam.
No cenário nacional, o levantamento aponta 51% de desaprovação e 46% de aprovação ao presidente. A pesquisa entrevistou 1.104 pessoas em Goiás e 2.004 em todo o Brasil, entre 13 e 17 de agosto, com margem de erro de três pontos no estado e dois pontos no país.
Enquanto Caiado se apresenta como alternativa para 2026 e recebe apoio de aliados que já defendem seu nome para a Presidência, os números indicam que a rejeição a Lula em Goiás segue em patamar elevado, bem acima da média nacional.











