Skip to content

Internação por Influenza A e Covid cresce em Goiás

Segundo os pesquisadores, trata-se de uma segunda onda de expansão da Influenza A, considerada altamente atípica para esta época do ano


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 26/09/2025 - 06:47

Além de Goiás e DF, outros seis estados também registraram crescimento: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí. (Imagem: Paulo de Tarso/Prefeitura de Anápolis)

O novo boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (25) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta aumento de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas principalmente pela Influenza A e pela Covid-19 em Goiás e no Distrito Federal.

Segundo os pesquisadores, trata-se de uma segunda onda de expansão da Influenza A, considerada altamente atípica para esta época do ano. Além de Goiás e DF, outros seis estados também registraram crescimento: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí.

De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, responsável pelo boletim, diferentes vírus respiratórios têm contribuído para a elevação dos casos de SRAG pelo país. No Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Espírito Santo, o rinovírus foi apontado como a principal causa do aumento de internações, especialmente em crianças e adolescentes. Já o vírus sincicial respiratório (VSR) elevou as ocorrências em crianças de até dois anos no Amazonas, embora já mostre sinais de desaceleração. No Espírito Santo, o pneumovírus também tem impacto no aumento de casos infantis.

No caso específico de Goiás e DF, a Influenza A e a Covid-19 são os principais responsáveis pelo crescimento das internações em quase todas as faixas etárias a partir dos dois anos. Há ainda sinais de leve crescimento de notificações por Covid-19 em estados como Mato Grosso do Sul, Bahia e na Região Sul, mas sem reflexo direto em hospitalizações.

Dados do ano epidemiológico

Em 2025, foram notificados 180.830 casos de SRAG no Brasil. Desse total:

  • 53% (95.919) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório;

  • 35,5% (64.182) foram negativos;

  • cerca de 5% (8.965) ainda aguardam resultado.

Entre os positivos, 43,1% correspondem ao vírus sincicial respiratório, 26,9% ao rinovírus, 23,6% à Influenza A, 7,6% ao Sars-CoV-2 (Covid-19) e 1,1% à Influenza B. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, os percentuais mudaram: rinovírus (44,5%) lidera, seguido pela Covid-19 (17,7%), Influenza A (13,6%), VSR (15,1%) e Influenza B (1,8%).

* Com informações da Agência Brasil