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iPhone 17: versões devem chegar a mais de R$ 7 mil no Brasil

Rumores indicam novidades como modelo ultrafino, novo design traseiro, cores inéditas e foco no chip eSIM


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 09/09/2025 - 07:26

Iphone 17
A pré-venda deve começar no dia 12 e as vendas em lojas no dia 19. No Brasil, preços ficariam entre R$ 4,4 mil e R$ 6,8 mil. (Imagem: Internet)

A Apple realiza hoje (09), às 14 horas (horário de Brasília) o evento “Awe Dropping”, em que deve anunciar a linha iPhone 17. A expectativa é pela apresentação de quatro versões: iPhone 17, 17 Air, 17 Pro e 17 Pro Max. O lançamento deve marcar a substituição do modelo Plus pelo Air, mais fino, e a ampliação do uso do chip virtual eSIM.

Como de costume, a companhia não confirma as informações antecipadamente, mas veículos especializados como MacRumors e 9to5Mac já apontaram quais novidades podem surgir. A lista inclui novos tamanhos de tela, câmeras redesenhadas, processadores mais rápidos e até a cor laranja em uma versão Pro.

Os rumores também indicam mudanças no design físico, no sistema de resfriamento e na adoção de tecnologias já presentes em concorrentes. A pré-venda deve começar no dia 12 e as vendas em lojas no dia 19.

Quanto vai custar?

O iPhone 17 deve ter preços a partir de US$ 799 no modelo básico, variando entre US$ 899 e US$ 949 no iPhone 17 Air, US$ 1.049 no 17 Pro e US$ 1.249 no 17 Pro Max. Em conversão direta, sem considerar impostos e taxas, os valores ficariam entre R$ 4,4 mil e R$ 6,8 mil, mas o preço final no Brasil tende a ser mais alto.

Em 2024, o iPhone chegou até 15% mais caro ao país, reflexo da alta do dólar, com preços entre R$ 7,8 mil e R$ 15,5 mil. Apesar da recente queda da moeda americana, outro fator pode influenciar neste ano: o tarifaço de Donald Trump, ligado à disputa comercial entre EUA e China. Embora os aparelhos vendidos no Brasil venham da Ásia, a Apple adota o preço americano como referência global, o que pode encarecer o produto em até US$ 50 já na origem.

Com isso, o cenário brasileiro é incerto. A tendência é que o iPhone 16 caia pelo menos US$ 100 nos EUA após o lançamento da nova linha, o que também deve refletir em promoções no varejo nacional.

iPhone 17 Air deve ser o mais fino da história

Um dos anúncios mais aguardados é o iPhone 17 Air, que substituiria o modelo Plus. Ele teria apenas 5,5 mm de espessura, em comparação com 7,8 mm do modelo atual, se tornando o iPhone mais fino já produzido. Com esse design, o aparelho deve pesar cerca de 145 g, entrando para a lista dos mais leves da empresa.

A proposta do modelo é oferecer mobilidade e leveza, mas esse design mais compacto pode trazer limitações na capacidade da bateria, segundo rumores. Para viabilizar o projeto, a Apple deve recorrer a novos materiais e a uma reorganização dos componentes internos. Nesse processo, o aparelho pode priorizar a portabilidade em vez de alguns recursos avançados, que vão seguir exclusivos das versões Pro.

Novas cores e acabamento Liquid Glass

As opções de cor também devem mudar. Além do preto e branco, rumores citam versões em cinza aço, verde, roxo e azul claro. O iPhone 17 Air pode trazer exclusividade em tons de dourado claro e azul claro, enquanto o iPhone 17 Pro deve receber o tom laranja, o mais chamativo da linha.

Além das cores, especula-se sobre um novo acabamento chamado Liquid Glass, que mudaria de tonalidade conforme a luz ambiente. O conceito promete ser introduzido no iOS 26 e pode ser aplicado fisicamente ao design dos aparelhos, reforçando a integração entre software e hardware.

Novo design traseiro para câmeras

O formato triangular das câmeras deve ser mantido no lado esquerdo, enquanto o flash e os sensores seriam deslocados para a direita. Esse novo arranjo traria mais simetria ao conjunto e poderia abrir espaço para lentes ou sensores adicionais.

Se confirmado, o design representaria uma das mudanças visuais mais significativas da linha iPhone em anos, reforçando a diferenciação em relação às gerações anteriores.

Novo design traseiro e telas Oled de 120 Hz

A Apple deve apresentar um novo design traseiro para as câmeras do iPhone 17, mantendo o formato triangular no lado esquerdo, enquanto o flash e os sensores seriam deslocados para a direita. O arranjo traria mais simetria ao conjunto e poderia abrir espaço para lentes ou sensores adicionais.

Outra mudança importante deve ser a adoção das telas Oled LTPO em todos os modelos da linha 17. A tecnologia, que permite taxa de atualização variável de 1 Hz a 120 Hz, até hoje é restrita apenas aos aparelhos Pro.

Na prática, isso significa que mesmo os modelos básicos vão receber o recurso ProMotion, responsável por dar mais fluidez a vídeos, jogos e animações. A novidade também viabiliza o uso do always-on display, função que mantém informações rápidas, como hora, calendário e notificações, visíveis na tela bloqueada.

A implementação do painel LTPO tem ainda um papel estratégico em relação ao consumo de energia. Por ajustar dinamicamente a taxa de atualização conforme a atividade, o sistema consegue operar em apenas 1 Hz durante a leitura de textos ou quando a tela está estática, economizando bateria. Já em tarefas mais exigentes, como assistir a filmes ou jogar, a taxa sobe para 120 Hz, garantindo imagens mais suaves.

Chip A19 e A19 Pro trarão mais desempenho

A Apple deve estrear os processadores A19 e A19 Pro. O primeiro equiparia os modelos básicos e o Air, enquanto a versão Pro ficaria nos iPhones mais caros.

Os ganhos devem incluir maior eficiência energética, menos aquecimento e desempenho superior em tarefas de inteligência artificial (IA), fundamentais para o iOS 26. Nos testes de uso pesado, como edição de vídeo em 8K e jogos avançados, o salto deve ser mais perceptível.

Além disso, os modelos Pro, Pro Max e Air devem receber 12 GB de RAM, contra 8 GB da geração atual.

Refrigeração por câmera de vapor nos modelos Pro

A Apple pode adotar um sistema de refrigeração por câmera de vapor nos modelos Pro. A tecnologia, comum em celulares gamers, ajuda a dissipar calor em tarefas pesadas.

Isso permitiria que o chip A19 Pro operasse por mais tempo em sua capacidade máxima sem sofrer quedas de desempenho por superaquecimento. Com esse sistema, a empresa responderia a críticas sobre aquecimento em gerações passadas, sobretudo no uso prolongado de aplicativos pesados.

Pro Max pode ter maior bateria já usada em um iPhone

Rumores apontam que o iPhone 17 Pro Max deve estrear com uma bateria de 5.000 mAh, a maior já colocada em um modelo da Apple.

A combinação com o chip A19 Pro deve oferecer não apenas mais autonomia, mas também um gerenciamento mais eficiente do consumo. Ainda assim, o aumento pode deixar o aparelho mais pesado do que as versões anteriores.

Se confirmada, a mudança aproximaria a Apple de concorrentes Android, que já oferecem baterias maiores há anos, reduzindo uma das principais desvantagens da linha.

Carregamento reverso sem fio nos modelos Pro

Outra novidade esperada para os modelos Pro e Pro Max é o carregamento reverso sem fio, que permitiria recarregar acessórios como AirPods e Apple Watch apenas encostando-os na traseira do celular. A potência deve serde 7,5 W, suficiente para pequenos dispositivos.

O padrão de carregamento sem fio também deve evoluir para o Qi 2.2, com potência de até 25 W. Já o carregamento com fio deve continuar em 35 W, como na geração passada.

Dynamic Island menor e redesenhada

A Dynamic Island, recorte interativo que acomoda sensores de câmera e Face ID, deve ser redesenhada para ocupar menos espaço na tela.

A mudança ampliaria a área útil do display sem eliminar os sensores, ainda necessários para a autenticação facial. No iOS 26, o recurso deve ganhar novas funções, ampliando a interação com notificações e multitarefas.

eSIM deve ser padrão em todos os modelos

A grande aposta é a consolidação do eSIM como padrão global. Desde o iPhone 14, vendido nos EUA, a Apple já havia eliminado o espaço físico para chip. Agora, rumores indicam que a medida será ampliada internacionalmente.

O iPhone 17 Air, por ser ultrafino, não teria espaço para bandeja física. Operadoras em mercados como União Europeia já estariam sendo treinadas para atender clientes sem chip físico.

As vantagens incluem maior segurança contra roubo, já que o chip não pode ser removido, além da conveniência de alternar entre planos sem precisar trocar cartões. A mudança também libera espaço interno para outros componentes e reforça a resistência contra água e poeira.

Para usuários que viajam, o eSIM representa praticidade: basta escanear um QR Code da operadora local e ativar um plano temporário. Apesar disso, a transição pode gerar resistência em países onde o chip físico ainda é amplamente usado.

Fonte: Estadão