Cinco estudantes do curso de Medicina de uma instituição de ensino superior em Anápolis tiveram suas bolsas de estudo integrais canceladas após a Prefeitura identificar irregularidades em seus cadastros. O anúncio foi publicado no Diário Oficial do município na última quarta-feira (3).
De acordo com o relatório do Procedimento de Integridade e Conformidade, também chamado de processo Antifraude, 22 bolsistas foram submetidos à análise detalhada. Desse total, 13 pertencem ao curso de Medicina e nove a outras graduações. A apuração constatou quatro inscrições com inconsistências formais e uma com indícios claros de fraude. Entre os problemas mais recorrentes estão reprovações acima do limite permitido, renovações sem critérios legais, incompatibilidade entre a realidade financeira dos estudantes e as informações apresentadas, além de suspeitas de falsificação documental.
A Prefeitura informou que os casos serão encaminhados ao Ministério Público para investigação e eventuais providências judiciais. Os alunos que se considerarem prejudicados poderão recorrer à Justiça. Enquanto isso, todos os benefícios permanecem suspensos até que a situação seja definitivamente esclarecida.
Dos 22 estudantes avaliados, 14 foram considerados regulares e, segundo a administração municipal, terão suas bolsas reativadas em parceria com as universidades conveniadas. Já os alunos apontados com irregularidades podem ser obrigados a devolver integralmente os valores recebidos desde o início do programa.
O procedimento antifraude foi instituído para assegurar o uso adequado dos recursos públicos e garantir que o benefício seja destinado, de fato, a quem necessita. Essa não é a primeira ocorrência: em julho, uma universitária já havia perdido o direito à bolsa após decisão judicial, quando foi constatado que ela declarava baixa renda enquanto ostentava viagens internacionais em suas redes sociais. A Prefeitura, entretanto, não confirmou se essa aluna está entre os cinco casos mais recentes de cancelamento.
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