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TRE-GO confirma condenação e abre caminho para ação milionária em favor de Márcio Corrêa contra ex-candidata de Anápolis

Após rejeição de recurso, Eerizania de Freitas e seu vice passam a enfrentar possível indenização por danos morais, enquanto investigação sobre site usado para espalhar fake news evidencia ação orquestrada na eleição municipal


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 12/12/2025 - 11:18

TRE-GO confirma condenação e abre caminho para ação milionária em favor de Márcio Corrêa contra ex-candidata de Anápolis
(Foto: Reprodução)

A decisão final do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) contra a ex-candidata à Prefeitura de Anápolis, Eerizania de Freitas (UB), e seu vice, Samuel Gemus (DC), encerrou uma longa disputa jurídica, mas inaugurou um novo capítulo em favor do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa — potencialmente muito mais oneroso para a dupla. Com o acórdão que rejeitou o último recurso apresentado, permanece intacta a multa de R$ 80 mil imposta pelo tribunal devido ao descumprimento reiterado de ordens judiciais que proibiam a veiculação de propagandas com conteúdo falso durante a campanha de 2024.

O relator do processo enfatizou que houve “flagrante desrespeito à autoridade judicial”, uma vez que as publicações irregulares continuaram mesmo após determinações expressas da Justiça Eleitoral. Esse entendimento, agora definitivo, fortalece substancialmente a base jurídica para que o prefeito eleito, Márcio Corrêa (PL), ingresse com uma ação cível de indenização por danos morais. Diferente da multa eleitoral, que é revertida ao Estado, uma eventual condenação na esfera cível seria paga diretamente à vítima, podendo alcançar valores muito superiores.

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As investigações também revelam que um site criado fora de Goiás serviu como ferramenta central na disseminação das notícias falsas usadas contra Corrêa e o ex-prefeito Antônio Gomide (PT). O portal, segundo apurado, tinha como finalidade exclusiva interferir no processo eleitoral anapolino, publicando conteúdos que associavam ambos a crimes graves em uma tentativa clara de manipular a opinião pública. A ação coordenada evidencia que o caso ultrapassa o embate político e entra no campo de uma operação profissional de desinformação.

Apesar da estratégia agressiva, o plano não obteve sucesso nas urnas. A chapa de Eerizania, apoiada pelo então prefeito Roberto Naves (Republicanos), sofreu derrota expressiva — reflexo tanto da rejeição ao grupo político quanto do repúdio popular às táticas utilizadas. O TRE-GO, ao reafirmar a condenação, destacou a gravidade da disseminação de fake news, registrando que práticas desse tipo ameaçam a credibilidade das instituições e não serão toleradas em um Estado Democrático de Direito.

Com a decisão consolidada, o caso agora ganha novos contornos: além da penalidade financeira já aplicada, Eerizania e seu vice podem enfrentar uma disputa cível milionária que promete se estender para além da arena eleitoral.