O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), usou suas redes sociais nesta segunda-feira (4) para condenar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificada por ele como um sinal de que o Brasil vive um “estado de exceção”. Em tom indignado, Corrêa afirmou que a medida é injustificável e representa uma tentativa de calar a direita política por meio de seu principal representante.
Corrêa governa uma das cidades mais alinhadas ao bolsonarismo em Goiás — Bolsonaro obteve mais de 63% dos votos válidos em Anápolis no primeiro turno de 2022. Na publicação, o prefeito afirmou que Bolsonaro está sendo punido judicialmente por se comunicar com aliados e eleitores, e criticou a falta de provas concretas, além da ausência de manifestação do Ministério Público no caso. Para ele, não há base legal para transformar opiniões em crime. Ao final do texto, Corrêa citou um versículo bíblico sobre resistência e fé durante provações.
O ex-prefeito Roberto Naves (Republicanos) também se manifestou nas redes sociais, afirmando que o Congresso precisa reagir diante do que chamou de abusos por parte do ministro Alexandre de Moraes. Ele alertou para riscos institucionais e cobrou ações urgentes dos parlamentares.
Além dos dois, o vereador Policial Federal Suender (PL) usou a tribuna da Câmara Municipal de Anápolis na sessão desta terça-feira (5), disse que, com a prisão de Bolsonaro, se “consolidou a ditadura no Brasil”. “Isso só a ditadura faz, e a esquerda quer essa ditadura, ela quer o caos. Ao invés de buscar a paz mundial, ela quer a guerra civil e isso consolida a ditadura. A direita esta sendo perseguida”, disse ele.
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