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Mulheres de Anápolis poderão ter aulas gratuitas de autodefesa para aumentar proteção pessoal

A iniciativa se insere no contexto de violência de gênero ainda alarmante no país


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 18/08/2025 - 14:24

Câmara Municipal de Anápolis Plano Diretor
Comissão da Câmara Municipal aprovou programa “Mulher Segura” que oferecerá treinamento gratuito. (Foto: Reprodução)

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Câmara Municipal de Anápolis aprovou o projeto de lei que cria o programa “Mulher Segura”. A proposta, apresentada pela presidente da Casa, vereadora Andreia Rezende (Avante), prevê a oferta de aulas gratuitas de autodefesa e palestras educativas para mulheres do município. O texto teve relatoria do vereador Wederson Lopes (União) e segue agora para análise da área de Educação.

Segundo a autora, o objetivo é ampliar o acesso a informações sobre segurança pessoal e garantir que as mulheres tenham conhecimento básico de defesa em situações de risco. A medida foi aprovada no mesmo dia em que o colegiado analisou outros projetos, como a criação do Dia Municipal do Ferroviário e a concessão de título de utilidade pública a entidades locais.

O anúncio ocorre em um contexto de violência de gênero que continua em alta no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, número recorde desde o início da série histórica. No mesmo ano, foram contabilizados mais de 87 mil casos de estupro, a maior marca já registrada.

Levantamento da Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 — mostra que, apenas entre janeiro e julho de 2025, já foram feitas 86 mil denúncias de violência contra mulheres em todo o país. Especialistas destacam que a maioria dos casos ocorre dentro da própria residência das vítimas.

Em Anápolis, a criação do programa “Mulher Segura”, que inclui as aulas de autodefesa, é vista como uma tentativa de oferecer ferramentas práticas de prevenção e conscientização. A expectativa é que, caso seja implementado, o projeto possa contribuir para reduzir a sensação de vulnerabilidade e estimular o debate sobre a violência de gênero no município.

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