A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou nesta semana uma atualização importante em suas diretrizes de prevenção e combate à hipertensão arterial. A principal mudança é a reclassificação dos níveis de pressão arterial. Pela nova orientação, a famosa pressão de 12 por 8 (120×80 mmHg), antes considerada normal, passa a ser enquadrada como pré-hipertensão.
Segundo os especialistas, a alteração tem como objetivo identificar precocemente pessoas com risco de desenvolver a doença. Estudos mostram que indivíduos com pressão de 12 por 8 apresentam maior propensão a evoluir para quadros de hipertensão no futuro. Assim, a nova classificação busca reforçar o alerta para hábitos de vida mais saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de atividade física e redução do consumo de sal e álcool.
A diretriz define agora como pressão normal valores até 11 por 7 (110×70 mmHg). Já os níveis entre 12 por 8 e 13 por 8,9 são considerados pré-hipertensão. Acima de 14 por 9 (140×90 mmHg), mantém-se o diagnóstico de hipertensão.
Para os médicos, a mudança não significa que pessoas com pressão de 12 por 8 precisarão de medicação imediata. O foco, nesse estágio, é a prevenção, com acompanhamento periódico e estímulo a mudanças no estilo de vida. O tratamento medicamentoso só é indicado quando o paciente atinge níveis mais elevados ou apresenta fatores de risco associados, como diabetes, obesidade e histórico familiar de doenças cardiovasculares.
A hipertensão arterial é uma das principais causas de morte no Brasil, relacionada a complicações como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. De acordo com dados da SBC, cerca de um em cada quatro brasileiros adultos é hipertenso.
Com a nova diretriz, a expectativa é aumentar o diagnóstico precoce e reduzir o impacto da doença no sistema de saúde. Médicos recomendam que a população faça aferições regulares da pressão e procure atendimento para orientações personalizadas, evitando riscos futuros.











