A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou a Operação Voltaica, que aputa o furto de baterias em antenas. A ação avançou sobre o Distrito Federal e Goiás e teve desdobramentos diretos em Anápolis. Conduzida pela 35ª Delegacia de Polícia do DF, a operação contou com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO) e da Polícia Rodoviária Federal em Goiás (PRF/GO).
Durante a ação, um mandado de prisão preventiva foi cumprido em Ceilândia (DF) e um mandado de busca e apreensão foi executado em um endereço de Anápolis, onde os agentes buscaram materiais e provas relacionados ao esquema.
A investigação durou cerca de quatro meses e apontou que o suspeito — um funcionário terceirizado responsável pela instalação de equipamentos em antenas de empresas de telecomunicações — subtraía baterias de alto valor, estimadas em cerca de R$ 12 mil cada. Pelo menos cinco furtos foram confirmados de forma robusta pelos investigadores.
Além desses casos, uma grande operadora nacional registrou outras 15 ocorrências semelhantes entre fevereiro e julho deste ano, todas com o mesmo modus operandi, envolvendo antenas no Distrito Federal e entorno.
De acordo com o delegado-chefe da 35ª DP, Ricardo Viana, o prejuízo financeiro direto à empresa ultrapassa R$ 200 mil, sem contar os danos indiretos. “Somam-se aos prejuízos da empresa os danos sofridos pelos consumidores devido à interrupção dos serviços de telefonia e internet”, explicou.
A PCDF apura se outros envolvidos podem ter colaborado com o esquema e se parte do material furtado foi revendida no Distrito Federal ou em cidades de Goiás. O mandado cumprido em Anápolis teve como objetivo localizar equipamentos, documentos e possíveis baterias desviadas.
O suspeito detido foi encaminhado ao sistema prisional e responderá por furto qualificado, permanecendo à disposição da Justiça.
A operação segue em andamento, e novas diligências não são descartadas pela polícia.
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