A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito que investigava a morte da bebê de três meses em Anápolis, vítima de supostas agressões cometidas pelo próprio pai. O homem, preso preventivamente desde o dia 11 deste mês, foi indiciado por homicídio qualificado e maus-tratos. A mãe da criança também foi indiciada por maus-tratos, mas os investigadores não encontraram indícios de que ela tenha participado diretamente das agressões que levaram à morte da filha.
O caso ocorreu na manhã do dia 10, quando o pai levou a bebê já desacordada ao local de trabalho da companheira, alegando que a criança havia se engasgado. A versão foi descartada por médicos da UPA Pediátrica de Anápolis, que identificaram sinais de violência. Diante da gravidade, a bebê foi transferida para a Santa Casa de Misericórdia e, posteriormente, para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde faleceu no dia 14, após confirmação de morte encefálica.
Exames revelaram traumatismo cranioencefálico grave e múltiplas lesões pelo corpo. Segundo a delegada Aline Lopes, a casa onde a família vivia estava em condições insalubres, impróprias para crianças. A conselheira tutelar Graziele Araújo Ramos lembrou que a bebê já havia sido retirada do convívio dos pais em junho, ficando sob os cuidados da avó materna, mas acabou sendo devolvida aos genitores. Com a conclusão do inquérito da morte do bebê em Anápolis, o caso segue agora para o Ministério Público, que deverá oferecer denúncia formal contra os acusados.
Leia também: Mãe denuncia médica por injúria racial contra filhos








